Comecemos pela estética, um dos principais motivos de compra deste SUV de segmento B: na dianteira, a grelha foi redesenhada e há novos grupos óticos integramente compostos por LED – fácil de comprovar nas fotos da «nossa» unidade, que estava equipada com esse opcional, proposto por 1000 € –, enquanto atrás, a única novidade encontra-se nos novos farolins também dotados de tecnologia LED. Mexeu-se pouco, mas o suficiente para que se percebam as diferenças entre o modelo antigo e o refrescado.
Muito mais importantes, como referimos na entrada, são as novas mecânicas turbo a gasolina introduzidas na gama: o 3 cilindros 1.0 turbo de 120 cv e, disponíveis em breve, o 4 cilindros turbo de 1,3 litros com 150 ou 180 cv. Foi o primeiro que testámos, naturalmente o que desperta maior curiosidade ao público nacional.
Começámos por guiar o Renegade em ambiente urbano, onde o tricilíndrico se revelou bastante ágil, dispensando recurso frequente à manete da caixa de 6 velocidades com precisão muito razoável, embora o seu manuseio seja um pouco pesado (tal como o volante, aliás), o que se poderá explicar pela intenção de conferir ao SUV um feeling de jipe mais à antiga. Não desgostámos. Fora da cidade, em estrada, motor competente desde que não se lhe exijam recuperações rápidas, pois quando é sujeito a maior esforço em rotações mais altas, nota-se alguma falta de gás, como o provam as nossas medições. Por outro lado, boas sensações em aceleração, de forma alguma sentimos que o 3 cilindros tem dificuldade para mover conjunto com 1400 kg. E, para o fim, a melhor notícia: os consumos. Ficámos sinceramente impressionados com os 6,5 litros a cada 100 km de média que apurámos durante a realização do nosso teste, pelo que embora as prestações tenham ficado um pouco longe do que esperávamos, este 1.0 turbo é decididamente boa escolha.
O Renegade que guiámos estava calçado com pneus montados em jantes de 19 polegadas, o que certamente aumentou um pouco a firmeza do SUV, e felizmente, dizemos nós, pois o conforto pouco ficou comprometido, e a dinâmica ganhou. Agarrados a uma direção estranhamente direta para o tipo de carro em questão, o que é de elogiar, o Renegade revela competência em curva invulgar para tão elevado centro de gravidade. A carroçaria oscila pouco nas curvas e sai relativamente bem de provocações com o volante (leia-se oscilações fortes), comprovando o bom nível de segurança.
Tudo isto é percebido a partir de um posto de condução correto, onde acedemos facilmente aos comandos relativos aos sistemas de segurança e de informação. Quanto aos materiais, encontramos um misto de materiais bons com outros menos bons. Vejamos: a moldura da instrumentação em plástico parece baratucha, mas por outro lado, a zona superior das portas conta com borracha de qualidade razoável, ainda que na secção inferior das portas o plástico rijo volte a ser o material escolhido. Depois, na consola central, só há plástico, embora não pareça de má qualidade. De elogiar a solidez global, com nota menos positiva para o acabamento entre o teto e o pilar A e o teto e o vidro dianteiro.