Na Kia, promovem-se as performances e a facilidade da condução do Ceed a troco de 1500 euros. Este é o montante adicional ao custo de aquisição do familiar compacto com caixa automática de sete velocidades e dupla embraiagem associada ao motor Diesel 1.6 de 136 cv, que na carrinha SW eleva o preço base para competitivos 28.340 euros.
Este agregado mecânico é só mais uma das diversas qualidades que contribuem para a promoção do Ceed, na sua terceira geração desde meados deste ano - agora sem apóstrofo após a letra C -, à primeira divisão do seu segmento, em consonância com as ambições de crescimento de prestígio e vendas da Kia.
A transmissão automática 7DCT, que já estava disponível na geração antecessora (2012-18) - quando Ceed ainda tinha apóstrofo -, é alternativa à caixa manual de seis velocidades e acrescenta a esta as virtudes do funcionamento das mais modernas caixas automáticas, assegurando resposta rápida e precisa às solicitações da condução, de aceleração e redução, mediante passagens praticamente sem hiatos. Basta ao condutor acelerar e travar, que a 7DCT faz, por si, a gestão competente da seleção das engrenagens, nunca ficando na imediatez da ordem.
Na prática, o cérebro do mecanismo interpreta a intensidade da pressão no acelerador, a ausência desta, ou, ao invés, a de força exercida no travão, tão ou mais rapidamente do que uma caixa manual, mas suprimindo a incomodidade do comando destas através do seletor convencional. Sempre com suavidade e baixo ruído, e sem solavancos ou delongas. E ainda com consumo médio satisfatório de 5,6 litros, aferido neste teste.
Mais-valias a considerar por apreciadores do conforto na condução em deslocações mais ou menos breves no quotidiano e também em viagens mais longas. Utilizações que se podem dar à carrinha Ceed, cujas características de veículo familiar foram exponenciadas nesta nova geração com o aumento da capacidade da bagageira, em 72 litros, para referenciais 600 litros, tornando-a uma das maiores do segmento.
A eficácia do binómio motor-caixa 7DCT está em harmonia com a de outras características da SW compacta da Kia, como o comportamento dinâmico, que nesta geração compatibiliza ainda melhor a agilidade e o conforto, e igualmente a níveis superiores na sua categoria. Destaca-se o rolamento suave em pisos irregulares, com amortecimento brando, mas consistente no contacto com o solo, a absorver com primor os ressaltos e as vibrações.
Deve-o a nova plataforma (K2), com mais aço de alta resistência, para maior rigidez do chassis (30%) com ligeira redução do peso. A suspensão dianteira tem barras estabilizadoras menos rígidas (22%) e amortecedores mais firmes. É igualmente meritório o esforço declarado na redução do ruído e da aspereza transmitidos para o habitáculo, através da adoção de materiais de isolantes na construção do interior (tablier, painéis das portas) e no compartimento do motor) que resulta do acréscimo da qualidade geral do interior. Merecedor das maiores críticas nas primeiras gerações do Ceed, o sistema de assistência (elétrico) da direção foi submetido a nova e finalmente profícua revisão, conferindo-lhe a exatidão e o tato exigíveis a automóvel moderno.