Será o downsizing a chegar, também, aos segmentos do luxo, ou a versão 25d do Série 7 surge como um prodigioso aproveitamento do que a tecnologia atualmente em voga já consegue proporcionar a uma unidade Diesel de apenas 2 litros de capacidade? O certo é que a BMW não teme encaixar a primeira presença Diesel de 4 cilindros no Série 7 também na mais sumptuosa carroçaria Longa, tradicionalmente afeta ao conceito de escritório rolante em autoestrada ou de mordomias e conforto máximos.
Para dados tão expressivos, como sejam os 231 cv e 500 Nm de binário máximo, a variante 25d do bloco 2 litros turbodiesel recorre a um turbo de geometria variável de estágios múltiplos e a pressão de injeção na ordem dos 2500 bar (2000 bar na variante 20d deste motor, que fica de fora do catálogo do Série 7). O potencial mecânico é explorado pela já habitual caixa de velocidades automática de 8 relações (de série, sem patilhas no volante, numa tentativa de acalmar o condutor desta versão mais calminha...) e potência entregue apenas às rodas traseiras. O que poderá não resultar tão bem são as ligações ao solo por intermédio de pneus 245/50 em jantes de 18’’, de modestos Pirelli Cinturato P7, que se manifestam parcos em dimensões para fazer face às qualidades do chassis e rolando-se a velocidades mais elevadas em autoestrada – deve investir-se em pneus e jantes maiores!
São percetíveis as diferenças e limitações do 4 cilindros face às mais pujantes e refinadas unidades de 6 cilindros em linha, mas o certo é que o 725Ld não desvirtua o conceito de automóvel de luxo que deve estar sempre e intimamente presente procurando-se veículo desta estripe. As acelerações resultam justas e lestas e só as retomas a velocidades mais elevadas acusam a potência inferior. Certeza, porém, que em momento algum ficou no ar a sensação de muito carro para pouco motor. E nem o ruído dos 4 cilindros se intromete em demasia no habitáculo, fruto dos cuidados extra de insonorização que estão intimamente ligados ao Série 7. Conceitos que surgem de mãos dadas com a qualidade do amortecimento, variável e a cargo de sistema pneumático, que mesmo nos modos de condução mais desportivos em nada quebra o zelo pelo bem-estar e pelo levitar da carroçaria em estrada.
Mas não se pense que o Série 7 é apenas uma berlina de luxo, com os técnicos bávaros a não claudicar nos trâmites dinâmicos, quer por intermédio de direção comunicativa (poderia ter apenas um pouco mais de peso), quer por movimentos de carroçaria aligeirados e bem controlados.
Quem procura um Série 7, mesmo que equipado com um 4 cilindros Diesel, será fascinado pelas mordomias propostas, que resultam de exímio aproveitamento tecnológico e de dedicação redobrada ao melhor acolhimento dos passageiros. Para deste fazer uma autêntica limusina, o ideal será recorrer ao Pack Executive Lounge (12.360 €), que inclui os ajustes elétricos alargados dos bancos laterais traseiros Comfort, com almofadas em alcantara nos apoios de cabeça, possibilidade de reclinar as costas até aos 42º, além de criar uma quase cama no lugar direito traseiro, operação que inclui o empurrar do banco do passageiro dianteiro até ao tablier, ajuste da inclinação do monitor do sistema multimédia traseiro (composto por dois ecrãs ajustáveis de 10’’ comandados via iDrive) e criação de plataforma para colocação dos pés. Os tapetes surgem em material aveludado de superior qualidade e espessura.
Ainda parte do conceito Executive Lounge é a consola central traseira com local de arrumo e mesa de trabalho desdobrável, além de berço para tablet (que está incluído) que pode ser retirado e usado como tal, ou então como comando para as diversas funções a bordo – como, por exemplo, para escolher um dos oito géneros de massagem disponíveis para os lugares posteriores, ajustar os bancos, fechar as cortinas nas janelas, modificar tom de iluminação ambiente, etc. Este conjunto de mordomias ainda inclui as (quatro) poltronas ventiladas e a climatização independente para todos os lugares.
A tónica tecnológica, além de atentar nas soluções de infoentretenimento, funcionalidades a bordo e sofisticação na interação, não esquece os apoios à condução e à segurança, com muitos equipamentos úteis a surgir de série e a poderem ser complementados com vasta oferta opcional.