Peugeot Rifter 1.5 BlueHDI

Uma família muito moderna

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 23-03-2019 09:00

Fotos: Gonçalo Martins

Peugeot Rifter (e Partner) Citroën Berlingo e Opel Combo, modelos saídos da linha de montagem da fábrica de Mangualde do Grupo PSA, estiverem na origem da alteração da lei das portagens, a qual passou a incluir na Classe 1 modelos cuja altura medida na vertical ao eixo dianteiro não ultrapasse 1,30 m (face aos anteriores 1,10 m) de modo a que os supracitados modelos made in Portugal pudessem alcançar competitividade comercial por terras lusas.

O Rifter é modelo novo na gama Peugeot, sendo a versão cool do comercial Partner, com laivos exteriores de SUV a cargo das aplicações plásticas laterais e em torno das cavas das rodas, que na mais dotada versão GT Line são acompanhadas por jantes de efeito diamantado, de 17’’. As barras de tejadilho, a grelha frontal e as capas dos retrovisores surgem a negro.

O interior é marcado pela aplicação do conceito i-Cockpit da Peugeot, com volante de pequenas dimensões – que nesta versão é precisamente igual ao das versões GT Line do novo 508! – e painel de instrumentos de posição sobrelevada que, no Rifter, é bem visível. Para tornar o habitáculo mais quente, o tablier e zona superior das portas surge revestido a plástico de cor castanho contraste, casando bem com o acabamento do tecido dos (cómodos) bancos dianteiros, os quais incluem apoios de braços individuais. Atrás, três bancos individuais, ao melhor estilo monovolume, embora sem possibilidade de ajustar ângulo das costas ou correr longitudinalmente, sobre calhas. Para quem viaje atrás, os facilitismos estão colocados na acessibilidade, a cargo de portas deslizantes, com foco no sentido prático, particularmente em colocar ou retirar crianças de cadeirinhas. Por outro lado, os três bancos são individualmente rebatíveis por inteiro, originando superfície de carga praticamente plana com a (enorme!) bagageira. Possível é, também rebater as costas do banco do passageiro dianteiro, o que possibilita o transporte de objetos de até 2,5 m de comprimento entre tablier e portão da mala.

Além da enorme capacidade espacial, quer para passageiros, quer para carga, marcada pela avantajada largura do interior (acima à da maioria dos SUV do segmento médio), a riqueza dos equipamentos de conforto e segurança é outro dos fortes aliciantes da versão GT Line do Rifter, onde não falta alerta de aproximação com travagem de emergência, reconhecimento de sinais de trânsito de limite de velocidade ou aviso e correção de volante face a saídas involuntárias da faixa de rodagem. Ou ainda a possibilidade de incluir cruise control adaptativo e aviso de presença de veículo no ângulo morto. A utilização diária é marcada pela ajuda dos sensores de parque traseiros e da câmara de ajuda ao estacionamento, que pode ser reforçada com imagem de vista área (opcional). A visibilidade lateral é outro dos fortes desta carroçaria, onde todos vão sentados em posição altaneira.

Os passageiros dos lugares traseiros estão ainda servidos por regulação de intensidade da climatização e por duas mesas tipo avião colocadas nas costas dos bancos da frente.

Abrir o enorme portão da bagageira pode nem sempre ser fácil (por requerer algum espaço livre...), mas o Rifter possibilita a abertura independente do óculo traseiro para que se possa aceder, por exemplo, à caixa de arrumos possível de montar sobre a zona da bagageira e que surge em parceria com o curioso teto panorâmico Zenith (800 €). Este conta com cortina de acionamento elétrico e soma prateleira longitudinal para arrumos. Entre os bancos dianteiros, e fruto da existência de travão de mão elétrico, existe enorme caixa de arrumos que, de tão grande, pode promover o desaparecimento de objetos...

O motor 1.5 BlueHDI na mais potente variante de 130 cv confere condução refinada ao Rifter (se tivermos em conta as origens enquanto carro de trabalho...), com performances de bom nível que resultam de relações de caixa mais curtas face, por exemplo, às utilizadas no 308 e mesmo no 508. Os consumos também são justos, mesmo que em autoestrada (e principalmente devido à aerodinâmica) dificilmente baixem dos 6,5 l/100 km. Caixa manual de 6 velocidades bem afinada e leve de manusear.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

PEUGEOT RIFTER

1.5 BLUEHDI GT LINE

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1499 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, Intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16v
Potência 130 cv/3750 rpm
Binário 300 Nm/1750 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Manual de 6 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,9 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,403/1,848/1,796 m
Distância entre eixos 2,785m
Mala 597 litros
Depósito de combustível 50 litros
Pneus F 7jx17- 215/60 R17
Pneus T 7jx17- 215/60 R17
Peso 1505 kg
Relação peso/potência 11,6 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 183 km/h
Acel. 0-100 km/h -
Consumo médio 4,3 l/100 km
Emissões de CO2 114 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 146,79 €

Medições

PEUGEOT

Acelerações
0-50 km/h 3,8 s
0-100 / 130 km/h 11,7/20,2 s
0-400 / 0-1000 m 18,1/33,5 s
Recuperações
40-80 km/h 3.ª 5,7 s
60-100 km/h 3.ª/4.ª/5.ª 6,5/8,1/10,5 s
80-120 km/h 4.ª/5.ª/6.ª 9,7/11,3/14,9 s
Travagem
100-0/50-0km/h 38,6/9,9 m
Consumos
Consumo médio 6,5 l/100km
Autonomia 769 km

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