Suspensão Airmatic otimiza conforto e dinâmica No 300 d, mais 41 cv do que no antecessor 250 BlueTEC Na 3.ª geração do CLS, mudança importante no habitáculo, com 2+3 lugares em vez de 2+2. Aumenta a lotação, com banco traseiro para três passageiros. Marca da estrela ‘insiste’ (e bem!) nas mecânicas a gasóleo O programa ‘Eco’ estimula a eficiência na condução, ‘premiando’ os condutores. Apresentação do painel muda de acordo com o modo de ação Opcionalmente (3150 €), interior com acabamentos em alumínio e carbono. As saídas da climatização têm formas de turbinas, como no A No painel de bordo, contíguos, dois monitores de 12,3’’. À esquerda, instrumentação. À direita, informação, incluindo navegação, e todas as funções do entretenimento. O comando da caixa 9G-Tronic (Direct Select) encontra-se no volante O comando Dynamic Select regula a atuação de caixa, direção, motor e suspensão de acordo com as preferências na condução, de Eco a Sport Este sinal no centro do painel de instrumentos indica-nos que o modelo está equipado com suspensão pneumática. O funcionamento é excecional Este 4 cilindros a gasóleo tem 2 litros de capacidade, injeção direta ‘common rail’ de 4.ª geração e apenas uma turbina A linha de Design Exterior AMG, opcional (2350 €), inclui jantes de liga leve ‘à medida’. No nosso País, de série, pneus de 19’’, mais largos no eixo de trás (275) A qualidade do habitáculo não merece reparos, tanto ao nível dos materiais como da montagem. Os revestimentos em pele são de série e o condutor senta-se em posição baixa, em banco desportivo com apoios mais do que satisfatórios 3.ª geração, pela 1.ª vez, três lugares no banco posterior. No entanto, apenas dois passageiros dispõem de conforto. Não há mais espaço em altura, mudando a configuração

Mercedes-Benz CLS 300 d

Qualidade(s)

TESTE

Por José Caetano 23-06-2019 09:00

Fotos: Gonçalo Martins

O descrédito das mecânicas a gasóleo aumentou com o Dieselgate, escândalo que teve o consórcio VW como protagonista da manipulação dos gases de escape denunciada em setembro de 2015. A história surpreendeu tanto pela dimensão, como pelo impacto na procura, sobretudo na Europa, onde a tecnologia era dominante. Desde então, aumento da popularidade dos motores a gasolina e eletrificação na linha da frente das prioridades dos fabricantes de automóveis. Mas, nunca há regra sem exceção. Na Mercedes, entende-se (e bem!) que o cumprimento da média de emissões de CO2 de 95 g/km, obrigatório na União Europeia a partir de 2020, é possível apenas com combinação de sistemas de propulsão que inclui os alimentados a gasóleo. Por isso mantém-nos na gama, ainda que muito otimizados.

Na prova dos nove, CLS 300 d equipado com a variante de topo da geração nova de mecânicas de 4 cilindros a gasóleo. A Mercedes designa-a pelo nome de código «OM654» e estreou-a em 2016, quando substituiu o Classe E. Simultaneamente, iniciou o processo de abandono dos OM651, que propunha desde 2008, com 1,8 e 2,1 litros. A maior encontrava-se, por exemplo, no antecessor deste automóvel, na versão 250 BlueTEC. O progresso expressa-se quer na redução da capacidade do motor, que diminuiu para 2 litros, quer no aumento da potência, de 204 cv para 245 cv, quer, ainda, na diminuição relevante do consumo de combustível: menos 13%, de acordo com a marca. Logo, nas emissões, menos em vez de mais!

O motor do 300 d, versão mais acessível da 3.ª geração do CLS (C257), de 2018, tem qualidades suplementares, exponenciadas pelo apoio de caixa automática de 9 velocidades com função manual selecionada sequencialmente no volante, em patilhas (pequenas). O funcionamento combina sobriedade, suavidade, silêncio e ausência de vibrações. Somando-lhe a resposta rápida e vigorosa ao pedal do acelerador, que sobressai mais nos modos de condução desportivos do Dynamic Select (Sport e Sport+), mecânica mais do que qualificada para a satisfação dos proprietários do Coupé, que valorizam a condução dinâmica e veloz, mas não desprezam o conforto acima da média, ao nível do que encontram, por exemplo, no Classe E.

As performances do CLS 300 d não são superlativas, é verdade, mas considerando quer a capacidade e a potência do motor, quer as dimensões e o peso do automóvel, impressionaram-nos pela positiva. Os números registados nas nossas medições confirmam tanto a disponibilidade do 2.0 Diesel, independentemente dos regimes de funcionamento, como o talento da 9G-Tronic: nas acelerações, 0-100 km/h em 6,5 s, 0-130 km/h em 10,4 s ou 0-1000 m em 26,7 s; nas recuperações, no programa automático (D), 60-100 km/h em 3,5 s e 80-120 km/h em 4,3 s. Não menos relevante: conduzindo despreocupadamente, aproveitando as qualidades desportivas do Mercedes-Benz, consumo médio abaixo da barreira dos 7 l/100 km. E consegue-o sem o apoio do EQ Boost que encontramos nas versões a gasolina! O sistema elétrico de 48V alimenta diversas funções auxiliares de bordo, mas gera, também, suplemento de 22 cv e 250 Nm, sempre que aciona máquina que atua como alternador ou motor e socorre a mecânica principal, quando procuramos ganhar velocidade depressa.

No catálogo do CLS, só o 300 d tem apenas tração às rodas posteriores. A plataforma é a mesma de Classe E e Classe S, a arquitetura MRA, e a suspensão combina amortecedores controlados de forma eletrónica com molas pneumáticas. Trata-se de associação de virtudes, que explica as qualidades dinâmicas acima da média: este automóvel conduz-se quer como berlina de luxo, com conforto e isolamento acústico excecionais, quer como desportivo, com muita estabilidade nas curvas rápidas, devido à anulação dos perigos dos desequilíbrios durante as transferências de massa. O tato correto da direção e a potência do sistema de trava gem somam-se às mais-valias de modelo que renova o estatuto de referência no segmento de que foi pioneiro.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

MERCEDES CLS

300 d

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1950 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16v
Potência 245 cv/4200 rpm
Binário 500 Nm/1600-2400 rpm
Transmissão
Tração Traseira
Caixa de velocidades Automática de 9 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. multibraços
Suspensão T Ind. multibraços
Travões F/T Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,988/1,890/1,435 m
Distância entre eixos 2,929m
Mala 520 litros
Depósito de combustível 66 litros
Pneus F 8jx19-245/40 R19
Pneus T 9jx19-275/35 R19
Peso 1825 kg
Relação peso/potência 7,44 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 250 km/h
Acel. 0-100 km/h 6,4 s
Consumo médio 5,2 l/100 km
Emissões de CO2 137 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos s/ limite de km
Pintura/Corrosão 3/30 anos
Intervalos entre revisões 25000 km
Imposto de circulação (IUC) 224,33 €

Medições

MERCEDES

Acelerações
0-50 km/h 2,4 s
0-100 / 130 km/h 6,5 s
0-400 / 0-1000 m 13,7 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 2,7 s
60-100 km/h (D) 3,5 s
80-120 km/h (D) 4,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36,4/8,9 m
Consumos
Consumo médio 6,8 l/100km
Autonomia 970 km

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