Os elogios à evolução qualitativa dos automóveis das marcas sul-coreanas repetem-se sem redundância ou exagero, quando nos deparamos com produtos como o Hyundai i30. Já lá vão os tempos – não muito longínquos – em que o value for money e a fiabilidade eram os argumentos praticamente únicos deste fabricante na conquista de clientes, e na sua fidelização. Em menos de uma década, de braço dado com o parceiro empresarial Kia, a Hyundai (a marca líder do grupo) tem galgado patamares na hierarquia da indústria e do mercado automóvel, aproximando-se ou mesmo colando-se aos lugares cimeiros, às referências, entre as marcas ditas generalistas. E a ambição não parece vir a acabar por aí.
O i30, aqui, em teste, na berlina de cinco portas (também há de quatro, Fastback, e a carrinha, SW), reúne a maioria das características mais valorizadas em compactos de segmento C, oferecendo garantias de qualidade de construção, de espaço, de conforto e dinâmica satisfatórios, generosa dotação de equipamento e, com este motor Diesel de 4 cilindros, 1,6 litros de 136 cv, associado a caixa automática de dupla embraiagem de sete velocidades (DCT), também performances e consumos convincentes. E não tem oscilações significativas quando se pisa mais o acelerador.
O 1.6 CRDI tem boa elasticidade desde baixos regimes e mantém-se em faixa ótima de utilização sem queixumes, e com o proveitoso contributo da DCT, cujo automatismo e eficiência no funcionamento é proporcionada pelo sistema de dupla embraiagem, uma mais-valia para a facilidade, conforto e agrado da condução. A DCT permite o seu comando manual, em modo sequencial, através do seletor instalado entre os bancos ou de patilhas junto ao volante.
O consumo fica no limiar dos 6 litros/100 km em média, numa condução sem especial comedimento pela economia.
O i30 é uma berlina suficientemente dinâmica e confortável. Mérito que deve ao chassis estruturalmente equilibrado, com suspensão posterior independente multibraços. A afinação mais firme do amortecimento nesta versão N Line, em teste, é bem conseguida, restringindo as oscilações da carroçaria sem prejudicar gravemente a absorção das irregularidades do piso. E combina-se com travões dianteiros de maior diâmetro, jantes em liga leve de 18’’ e pneus Michelin Pilot Sport 4. Além do acerto da suspensão, nota-se igualmente a boa resposta dos travões (35 metros de 100-0 km/h é ótimo) influência dos pneumáticos franceses de baixo perfil (225/40 R18) e da direção, que tem sido uma das maiores evoluções dos automóveis do Grupo Hyundai/Kia, correspondendo às expectativas no grau de assistência a todas as velocidades, no raio de viragem e na imunidade a vibrações.
A habitabilidade, principalmente nos lugares posteriores, está alinhada pela média do segmento e a capacidade da mala, de 395 litros, familiar quanto baste, e com a versatilidade de, sob o compartimento de carga, dispor de alçapão para guardar mais objetos ou acondicioná-los melhor.
São 136 cv a gasóleo que não depreciam as atribuições desportivas da versão de acabamento N Line do i30. As boas prestações do motor são reforçadas por competente caixa automática e estão ao nível dos desenvolvimentos do pacote de dinâmica que inclui tratamento de imagem, afinação da suspensão, travões de maior diâmetro e bons pneus Michelin Pilot Sport 4.