Hyundai i30 1.6 CRDI 7DCT N Line8

Coreano divertido

TESTE

Por Ricardo Jorge Costa 17-08-2019 09:00

Fotos: Gonçalo Martins

Os elogios à evolução qualitativa dos automóveis das marcas sul-coreanas repetem-se sem redundância ou exagero, quando nos deparamos com produtos como o Hyundai i30. Já lá vão os tempos – não muito longínquos – em que o value for money e a fiabilidade eram os argumentos praticamente únicos deste fabricante na conquista de clientes, e na sua fidelização. Em menos de uma década, de braço dado com o parceiro empresarial Kia, a Hyundai (a marca líder do grupo) tem galgado patamares na hierarquia da indústria e do mercado automóvel, aproximando-se ou mesmo colando-se aos lugares cimeiros, às referências, entre as marcas ditas generalistas. E a ambição não parece vir a acabar por aí.

O i30, aqui, em teste, na berlina de cinco portas (também há de quatro, Fastback, e a carrinha, SW), reúne a maioria das características mais valorizadas em compactos de segmento C, oferecendo garantias de qualidade de construção, de espaço, de conforto e dinâmica satisfatórios, generosa dotação de equipamento e, com este motor Diesel de 4 cilindros, 1,6 litros de 136 cv, associado a caixa automática de dupla embraiagem de sete velocidades (DCT), também performances e consumos convincentes. E não tem oscilações significativas quando se pisa mais o acelerador.

O 1.6 CRDI tem boa elasticidade desde baixos regimes e mantém-se em faixa ótima de utilização sem queixumes, e com o proveitoso contributo da DCT, cujo automatismo e eficiência no funcionamento é proporcionada pelo sistema de dupla embraiagem, uma mais-valia para a facilidade, conforto e agrado da condução. A DCT permite o seu comando manual, em modo sequencial, através do seletor instalado entre os bancos ou de patilhas junto ao volante. O conjunto motopropulsor revela-se também suave e esta virtude é reforçada ainda pela correta insonorização do habitáculo.

O consumo fica no limiar dos 6 litros/100 km em média, numa condução sem especial comedimento pela economia. Neste teste oscilou entre 5,5 e 7 l/100 km, o valor mais elevado com modo Sport (do programa de condução adaptável) que otimiza a resposta da caixa, da direção e do acelerador.

O i30 é uma berlina suficientemente dinâmica e confortável. Mérito que deve ao chassis estruturalmente equilibrado, com suspensão posterior independente multibraços. A afinação mais firme do amortecimento nesta versão N Line, em teste, é bem conseguida, restringindo as oscilações da carroçaria sem prejudicar gravemente a absorção das irregularidades do piso. E combina-se com travões dianteiros de maior diâmetro, jantes em liga leve de 18’’ e pneus Michelin Pilot Sport 4. Além do acerto da suspensão, nota-se igualmente a boa resposta dos travões (35 metros de 100-0 km/h é ótimo) influência dos pneumáticos franceses de baixo perfil (225/40 R18) e da direção, que tem sido uma das maiores evoluções dos automóveis do Grupo Hyundai/Kia, correspondendo às expectativas no grau de assistência a todas as velocidades, no raio de viragem e na imunidade a vibrações.

A habitabilidade, principalmente nos lugares posteriores, está alinhada pela média do segmento e a capacidade da mala, de 395 litros, familiar quanto baste, e com a versatilidade de, sob o compartimento de carga, dispor de alçapão para guardar mais objetos ou acondicioná-los melhor.

Outra virtude que desponta nos produtos coreanos, de que este compacto é bom exemplo, é a crescente qualidade e solidez dos materiais do interior e respetiva montagem, posicionando-o na média do segmento. Apenas falta apuro no design, mais ao encontro das preferências europeias, na sofisticação e na denominada qualidade percetível. Mas a ergonomia é à prova de críticas, tal como a lista de equipamento de segurança e de conforto de série. Generosa. 

São 136 cv a gasóleo que não depreciam as atribuições desportivas da versão de acabamento N Line do i30. As boas prestações do motor são reforçadas por competente caixa automática e estão ao nível dos desenvolvimentos do pacote de dinâmica que inclui tratamento de imagem, afinação da suspensão, travões de maior diâmetro e bons pneus Michelin Pilot Sport 4.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

HYUNDAI I30

1.6 CRDI 7DCT N Line

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1598 cc
Alimentação Inj. dir. CR, Turbo, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16v
Potência 136 cv/4000 rpm
Binário 280 Nm/1500-3000 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 7 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Ind. multibraços
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,340/1,795/1,455 m
Distância entre eixos 2,65m
Mala 395-1300 litros
Depósito de combustível 50 litros
Pneus F 225/40 R18
Pneus T 225/40 R18
Peso 1370 kg
Relação peso/potência 10 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 200 km/h
Acel. 0-100 km/h 9,9 s
Consumo médio 4,3 l/100 km
Emissões de CO2 113 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 5 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 146,79 €

Medições

HYUNDAI

Acelerações
0-50 km/h 3 s
0-100 / 130 km/h 10 s
0-400 / 0-1000 m 16,8 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,4 s
60-100 km/h (D) 5,6 s
80-120 km/h (D) 7,1 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35/8,7 m
Consumos
Consumo médio 6 l/100km
Autonomia 833 km

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