São subtis os detalhes com que a Citroën definiu a série especial Origins associada ao ano comemorativo do centenário da marca francesa. De tal forma discretos que haverá até quem possa não atentar aos autocolantes colados nas portas dianteiras, com a sigla «Origins, Since 1919» em cor cobre, em alusão ao double chevron original, ou mesmo no ainda mais discreto autocolante (este bronze, branco e preto) ao lado da sigla C3, na tampa da mala.
O espírito das versões Origins passará, precisamente, pela atribuição de classe suplementar e de elementos característicos, com o C3 a surgir dotado com os Airbumps nas portas dianteiras (uma das mais recentes imagens de marca da Citroën, fazendo alusão ao historial diferenciador da marca) e de outros pequenos pormenores a bronze, como o contorno dos farolins de nevoeiro dianteiros e do primeiro quadradinho dos Airbumps. Estão disponíveis apenas três cores para a carroçaria, entre as quais este cinza metalizado que não carece de valor extra (branco opaco custa 200 € e cinza mais escuro, Platinum, 380 €), sempre com o tejadilho pintado a negro e com zona central decorada com os referidos motivos bronzeados e pretos. Tanto as jantes de 17’’ como as capas dos retrovisores surgem a negro.
O interior segue a toada classicista, com bancos forrados a tecido cinza e preto onde não falta a etiqueta Origins. As costuras de contorno dos tapetes, a linha que cose o tecido aplicado no tablier e no fole da alavanca da caixa não poderia fugir aos tons acobreados. O interior das bolsas nas portas é revestido a plástico de tom creme.
Neste C3 Origins há como que uma áurea decorativa reminiscente ao início do século passado, fortalecida pelo conforto adjudicado às autênticas poltronas dianteiras e à suavidade com que o C3 transpõe a maioria das estradas.
A versão Origins nasce sobre o nível de equipamento Feel, definindo-se pela presença do sistema de navegação no monitor central tátil que inclui funcionalidade de espelho de smartphone (Mirror Screen) no reforço da conectividade necessária ao século XXI . Os sensores de parque traseiros são uma das muitas ajudas à condução, com o C3 Origins a não esquecer aviso de saída de faixa, comutação automática entre luzes de médios e máximos, reconhecimento de sinais de aviso de velocidade e ainda alerta de aproximação para o veículo da frente.
Com tudo isto, a condução resulta prazenteira e descontraída, sendo que o motor 1.2 a gasolina, de 82 cv, também não permite grandes devaneios – além desta mecânica atmosférica a gasolina, o C3 Origins está disponível com o Diesel BlueHDi de 100 cv, com preços a começar nos 21.300 €.
Ao contrário do que acontece com as versões sobrealimentadas deste motor, a variante atmosférica é algo ruidosa a subir de regime, além de que precisa de funcionar acima das 2700 rpm para que responda com um pouco mais de vivacidade. A direção é vaga e o comando da caixa de velocidades tem engrenagens muito espaçadas, obrigando a esticar o braço para colocar a quinta relação.
Rolando ao sabor dos 82 cv, o consumo médio poderá ficar em torno dos 6,5 litros/100 km, subindo facilmente 1 litro aos 100 se for pedido um pouco mais em resposta à pressão no acelerador. Esta mecânica estará mais apta a deslocações citadinas, ambiente onde o C3 se passeia com suavidade e onde é ainda capaz de mostrar dotes práticos, como é o espaço generoso no banco traseiro e a ampla bagageira, face ao segmento.
Mais do que um regresso às origens, a série especial comemorativa dos 100 anos de existência da Citroën evoca pequenos pormenores para marcar a diferença, assentes em particularidades decorativas que apontam para algum classicismo, caso do tom acobreado de algumas das inserções, interiores e exteriores. Tudo de mãos dadas com a reconhecida suavidade de ação do C3 enquanto utilitário, marcado pelo conforto rolante e ergonómico, e ainda pela vasta oferta de equipamento de série. Série especial que está abrangida pelos descontos correntes da marca.