Por pouco mais de 33 mil euros pode ter-se SUV com imagem (e marca) de prestígio. A Volkswagen possibilita-o na versão de acesso à gama do Tiguan, com motor a gasolina de 1,5 litros e 130 cv, que dispondo das tecnologias das mecânicas mais modernas alimentadas a este tipo de combustível, constitui uma alternativa meritória aos outrora incontornáveis Diesel neste segmento. Eficazes e eficientes como estes últimos, e permitindo a configuração de um preço mais acessível do automóvel, cada vez mais consumidores veem os novos motores a gasolina como desejáveis.
O motor 1.5 TSI da VW é um expoente tecnológico, não somente pelas boas prestações conferidas pela injeção direta e a sobrealimentação, como igualmente pela economia, assegurada, em grande parte, pelo sofisticado sistema de gestão ativa dos cilindros (ACT) que permite desativar dois dos quatro cilindros quando o motor funciona a regimes e velocidades baixos e constantes, independentemente da relação de caixa engrenada. O consumo anunciado, segundo a norma WLTP, é de 6,7 l/100 km (correspondendo a emissões de 152 g/km), o que é bastante comedido para mecânicas a gasolina com esta potência e próximo do que foi registado neste teste, 7 l/100 km, em condições reais de utilização do veículo, sem grande zelo de poupança.
Pouco guloso, o TSI de 130 cv é consistente no rendimento q.b. para garantir as performances exigíveis ao Tiguan, é mais enérgico a partir das 1750 rpm, permitindo manter um ritmo vivo nas mudanças inferiores de seis que tem a caixa manual, a que se deve recorrer se as rotações caírem abaixo desse valor. A ação, que não impõe bastante frequência, beneficia da facilidade de manuseio do seletor, de engrenagem rápida, silenciosa e precisa.
A qualidade de rolamento é um dos grandes méritos do Tiguan, já que consegue juntar conforto e estabilidade, sobrando ainda elogios para a direção, igualmente precisa e direta, e para os travões, fortes e equilibrados.
Em termos qualitativos, a impressão geral do interior é bastante positiva, com rigor de construção e amplos revestimentos de toque suave. Impera a ergonomia no estilo clássico do design da VW e são diversos os arrumos para pequenos objetos, além da conveniência de várias fichas USB, tomadas de 12V e 230V (esta na bagageira) e ainda de pequenas mesas nas costas dos bancos dianteiros.
Os passageiros traseiros beneficiam de amplo espaço e conforto, além de que os seus bancos se podem deslocar sobre carris ao longo de um curso de 18 cm, gerindo o espaço necessário entre os passageiros e o volume da bagageira. A capacidade máxima da bagageira, com cinco lugares instalados no habitáculo, é de ótimos 615 litros, e na mínima, ainda satisfatórios 520 litros, em que o privilégio é concedido aos passageiros (com os bancos na posição mais recuada). Rebatendo o banco traseiro, a área de carga atinge 1510 litros.
O Tiguan 1.5 TSI é comercializado no nível de equipamento Confortline, dispondo no equipamento de série de jantes em liga leve Tulsa de 17 polegadas, Park Assist com câmara traseira e Cruise Control Adaptativo (ACC). Referência também para o rádio Discover Media com ecrã tátil a cores de 8 polegadas, leitor de CD, leitor de cartões SD, entrada AUX-IN, seis altifalantes e interface USB com ligação para smartphone. O sistema de navegação é de série.
No equipamento de segurança, airbag para condutor e passageiro, airbag de joelho para o condutor, airbags de cortina dianteiros e traseiros e airbags laterais para os passageiros da frente, sistema Front Assist, Lane Assist e sistema de deteção de fadiga.
A versão de entrada na gama do Tiguan, dotada de motor a gasolina de 1,5 litros, turbo, de 130 cv custa pouco mais de 33 mil euros no nível de equipamento Confortline, permitindo igualmente o acesso ao SUV médio. Performances, consumos e preço satisfatórios são qualidades relevantes de um automóvel que também é um dos mais espaçosos e com melhor relação entre conforto e estabilidade do seu segmento.