O facelift que a Kia operou recentemente ao Sportage, incluíu atualizações ligeiras no design do SUV, com a adoção de novos para-choques, óticas dianteiras e traseiras redesenhadas, faróis diurnos LED e modernizada gama de jantes (de 16 a 19 polegadas).
A Kia também adicionou uma mão cheia de novas cores a paleta de opções de pintura, com as versões GT-Line a disporem, em exclusivo, grelha frontal em preto brilhante, proteções inferiores em negro e prata e saída dupla de escape, entre outros elementos que fazem a diferença. No interior, a renovação, também cirúrgica, atribuiu ao SUV asiático um novo volante, painel de instrumentos revisto e revestimentos para os bancos de dois tons. A lista de equipamentos de segurança inclui recentes sistemas de assistência à condução da Kia, incluindo o cruise-control adaptativo, detetor de ângulo morto e alerta de tráfego à retaguarda, para facilitar as manobras de estacionamento, e alerta para travagem de emergência com deteção de pedestres. O construtor ainda atualizou o sistema de infoentretenimento de 7”, com a opção de novo monitor de 8’’, como elemento mais destacado de um cockpit visualmente atraente, de ergonomia correta, que oferece boa habitabilidade e construção com qualidade, sem sinal de ruídos parasitas ou problemas de insonorização.
Contudo, e não obstante o importante reforço de conteúdos, a novidade mais importante do catálogo do revisto Sportage está mesmo no capítulo reservado à mecânica, com a introdução de inédita versão Eco-Hybrid, uma motorização semi-híbrida Diesel, baseada, como é habitual nos mild-hybrid, num sistema de 48 volts e num gerador que substitui o alternador convencional e tem como missão assistir o motor a gasóleo 1.6 CRDi. Com esta solução a Kia afirma que pode conseguir redução de 15% nas emissões de CO2, em 4% no novo ciclo WLTP e de 4% nos consumos.
Ao contrário de um esquema híbridos tradicional, no Sportage o motor elétrico não transmite a potência diretamente às rodas motrizes, sendo antes um auxiliar do motor de combustão, por via de uma correia de transmissão. Esta unidade atua essencialmente nos arranques e nas subidas, transmitindo força adicional e reduzindo, assim, o esforço solicitado ao motor de combustão. Por outro lado, nas descidas, em desaceleração ou nas travagens, a energia cinética do veículo é convertida em energia elétrica para recarregar a bateria. E sempre que não há solicitação do acelerador, o motor de combustão desliga abaixo dos 30 km/h, aumentando a poupança. De resto, o SUV coreano confirmou todos os bons índices dinâmicos que o caracterizam.
Sportage Diesel, só com 1.6 CRDi assistido por um motor elétrico com tecnologia de 48V, empurrão valente à performance comercial de automóvel que mantém todas a boas credenciais da geração que sai de cena. O modelo (re)aparece no mercado nacional mais forte, acompanhado por uma estratégia para o mercado de frotas, com versão abaixo dos 25.000 euros. Os consumos melhoram marginalmente, mas este é o Diesel mais limpo que a Kia já produziu!