A renovação que a Opel operou no Astra estende-se, naturalmente, à variante mais familiar na gama, a carrinha Sports Tourer, que é assim também definida pelo fabricante como a mais eficiente de sempre, graças à introdução de motorizações com significativas reduções de emissões de CO2, de até 21 por cento face ao modelo anterior.
Nesta alternativa Diesel, o 1.5 Turbo D de 122 cv, os ganhos não são tão importantes, mas o novo mil-e-quinhentos, com bloco e cabeça em alumínio, e pressão de injeção de 2000 bar, é mecânica desenvolvida a pensar na eficiência, com sistema de tratamento de gases de escape que inclui catalisador de redução seletiva e catalisador de oxidação passiva, injeção de AdBlue e filtro de partículas. A unidade pode estar associada a caixa manual de 6 velocidades, que ajuda a explorar a potência contida e os 300 Nm de binário. E se as relações iniciais e intermédias estão bem ajustadas, já a sexta relação é demasiado longa – como é facilmente comprovado nos mais de 18 segundos necessários na recuperação de 80 a 120 km/h, pelo que este familiar apresenta algumas limitações em manter ritmos mais elevados em autoestrada, precisando que se engrene a 5.ª velocidade com alguma frequência, em particular nas subidas mais pronunciadas.
Contudo, rolando-se a velocidades contidas e em baixos regimes, esta mecânica permite ao computador de bordo da carrinha Astra registar consumos abaixo dos 5 l/100 km, marca bastante interessante, pelo que dificilmente os gastos médios em uso quotidiano irão superar os 6 litros. Uma das grandes virtudes desta geração do Astra é a leveza estrutural que lhe permite destacar-se na agilidade e facilidade com que se deixa conduzir. É certo que este modelo subiu muitos furos em qualidade ao anterior, mas somos tentados a dizer que o desempenho dinâmico terá sido o fator que mais evoluiu, estando ao nível do que a concorrência premium oferece. E dizer isto, é dizer já muito sobre a qualidade do chassis do familiar compacto alemão. A mecânica que testámos não tem patanisca para avaliar convenientemente o chassis, mas conhecemos bem o Astra, até porque já conduzimos versões bem mais potentes, e desta feita só confirmámos tudo o que de bom já sabíamos: estabilidade elevada em reta a velocidade elevada, frente muito precisa, facilmente comandada por direção sem folgas. Depois, há ainda que louvar o muito bom trabalho dos técnicos alemães no tratamento das suspensões (trem dianteiro McPherson e traseiro com ligação Watt – eixo rígido mais elaborado do que os tradicionais, em opção), que pisam de forma aveludada em qualquer tipo piso, processando com uma suavidade assinalável os impactos resultantes de lombas sonoras ou buracos. Em suma, a carrinha Astra oferece um dos melhores compromissos entre conforto e eficácia dinâmica na categoria. Mais motor houvesse.

A juntar às credenciais reconhecidas da carrinha alemã, com Diesel poupadinho, este nível topo de gama Ultimate destaca-se por incluir, de série, faróis IntelliLux de matriz de LED, bancos ergonómicos forrados a alcantara, painel de instrumentos digital, fecho centralizado de portas sem chave, e por um leque completo de sistemas de assistência à condução, desde a manutenção de faixa com correção automática até ao alerta de colisão dianteira iminente com deteção de peões e travagem automática de emergência. Tudo a preço competitivo.