O ano passado, na Mercedes, número recorde de vendas, com mais de 2,3 milhões de ligeiros de passageiros matriculados nos quatro cantos do Mundo. Os Sport Utility Vehicles (SUV) representaram 33,5% dos registos, prova do sucesso extraordinário de formato que tem o GLC como ponta de lança! O modelo substituiu o GLK em 2015 e foi beneficiado durante 2019. Entre as novidades, 300 d no lugar do 350 d. No primeiro, motor com 4 cilindros e 2 litros, com 245 cv. No segundo, mecânica com 6 cilindros e 3 litros, com 258 cv. Um sinal dos tempos…
A estratégia do downsizing das mecânicas não é nova na Mercedes-Benz, mas trata-se de fórmula muito competente para diminuir consumos de combustíveis e emissões poluentes. A substituição do protocolo de homologação, com o WLTP em vez do NEDC para tentativa de aproximação dos números da condução quotidiana aos anunciados pelos fabricantes, limita a comparação do 300 d com o 350 d que saiu de cena, mas percebe-se facilmente que a marca alemã melhorou a eficiência do GLC sem penalizar a dinâmica na condução nem as performances.
De acordo com os números da marca, a velocidade máxima diminui de 238 para 231 km/h e a aceleração 0 a 100 km/h piora de 6,2 para 6,5 s. O consumo de gasóleo aumenta de 5,9 para 6,4 l/100 km, mas o motor de 4 cilindros, no nosso teste, revelou-se muito mais económico do que o 6 cilindros, com média de 7,2 litros no GLC 300 d, registo abaixo dos cerca de 8 litros que medimos em 2016 no teste à versão 350 d. Logo, missão cumprida!
O motor de 2 litros é enérgico e, bem assistido pela caixa automática de 9 velocidades, reage rapidamente ao acelerador. Provam-no as nossas medições. Esta agilidade combina com a capacidade acima da média do chassis. Explica-se a suspensão pneumática (2350 €): limita os movimentos da carroçaria, o que melhora o desempenho em curva e aumenta a estabilidade direcional. e a precisão e a segurança na condução. Adicionalmente, otimiza-se o conforto de rolamento, qualidade importante na categoria.
No GLC, tração integral 4Matic e cinco modos de condução com ativação no Dynamic Select (comando na consola entre os bancos dianteiros, à esquerda): Comfort, Eco, Sport, Sport+ e Individual. Este programa influencia o tato da direção, a firmeza da suspensão (contando-se com amortecimento variável), o funcionamento da caixa, a velocidade de resposta do motor aos movimentos no pedal do acelerador… Complementarmente, se o Mercedes-Benz contar com o Pacote Tecnológico Off-Road (750 €), como o carro em exame, mais dois modos (Offroad e Offroad+), que melhoram a dinâmica fora de estrada, através de intervenção no controlo de tração, na mecânica e na transmissão. No entanto, nestas condições, recomendação de cautela e caldos de galinha... O SUV apresenta-se equipado com proteção inferior metálica, mas os ângulos específicos, a altura ao solo e a capacidade de vau são limitadas. Aventurando-se no todo-o-terreno, movimente-se apenas sobre terra firme...
Na atualização do GLC, a Mercedes-Benz também ampliou e melhorou as assistências à condução. Entre as novidades, regulador de velocidade ativo (socorrendo-se das informações do sistema LiveTraffic integrado na navegação, o Distronic Plus reconhece as limitações de velocidade e, na ausência de atuação do condutor, cumpre-as de forma automática) e intervenção direta na direção para manutenção do automóvel na faixa de rodagem ou em corredor paralelo, registando-se situação de emergência.
O progresso tecnológico no GLC nota-se, igualmente, no habitáculo, que tem o Cockpit Panorâmico como bandeira – combina painel de instrumentos digital, de 12,3’’, com o monitor do MBUX, de 10,25’’. O sistema de informação e entretenimento tem diversas possibilidades de comando, incluindo gestuais, táteis e vocais (a terceira ativa-se com a expressão «Olá Mercedes»).
Globalmente, SUV cada vez mais importantes, devido ao crescimento incrível da dependência do formato automóvel da moda. Mas, paradoxo! Na Europa, modelos maiores e mais pesados colidem com a imposição de progressos significativos na eficiência, com redução expressiva nos consumos e nas emissões poluentes impossível sem Diesel, tecnologia a perder popularidade. A Mercedes-Benz, no GLC, socorreu-se do downsizing para cumprir a exigência sem beliscar a performance de modelo que vale muitas vendas. Missão bem-sucedida.