A passagem da linha de produção do México para a fábrica italiana de Melfi é um dos marcos do agora atualizado Compass da Jeep. SUV que também ganhou nova geração de motores a gasolina, tendo neste 1.3 Turbo de 150 cv uma companhia de forte personalidade.

Nem sempre damos importância ao local onde os veículos são fabricados. Até agora, o Compass vinha do México e a atual passagem da linha de produção para Melfi (Itália) vem agilizar os processos internos de encomendas e alargar as possibilidades de personalização. Na prática, também notámos evolução na robustez do interior, não obstante persistirem plásticos demasiado brilhantes e frios ao toque, em particular na moldura dos puxadores interiores das portas e na zona mais rebaixada da consola central. Por melhorar ficou ainda a disposição de comandos na mesma consola central, onde proliferam demasiados botões, alguns deles junto a outros de funções completamente díspares…
Parte importante deste passo evolutivo do Compass é a atualização do sistema multimédia, agora com a última geração do software Uconnect, passando a incluir, de série, variedade de serviços conectados, entre eles a realização de chamada perante situações de emergência ou colisão. Os serviços My Car e My Remote amplificam a interação com o veículo via smartphone, quer na consulta quer na alteração de configurações à distância.
A presença de mecânica a gasolina muito contribui para utilização serena, em particular a permitida pela recente unidade 1.3 turbo, que neste patamar superior de potência, 150 cv, surge associada à tração dianteira e a uma transmissão automática de dupla embraiagem e 6 velocidades, da família DCT – nesta atualizada gama, o Compass está disponível com preços a partir dos 27.935 € para a versão 1.3 turbo de 130 cv e caixa manual de 6 velocidades.
Focando atenções na unidade testada, sobressai a elasticidade e facilidade de condução que resulta da disponibilidade dos 150 cv do motor a gasolina com a fluidez de atuação da caixa automática. A maioria das situações quotidianas serão resolvidas até às 2500-2750 rpm, com as trocas de caixa a surgirem sempre com o intuito de conferir ligeireza à viagem e proporcionar a máxima contenção de gastos com combustível. Face à anterior unidade 1.4 Turbo, a relevante subida do valor de binário (mais 40 Nm) vem também contribuir para o aumento da qualidade roladora: neste género de modelo, mais do que as performances puras, é a forma como todo o conjunto funciona no quotidiano que mais contribui para a qualidade da condução.
A Jeep aproveitou a atualização do Compass para incluir distintas afinações na suspensão e direção, que resultam numa mais fidedigna comunicação com a estrada. A resposta ao volante ficou mais direta e consistente, ao passo que a suspensão, sabendo manter elevados níveis de conforto e transmitir rigidez estrutural ao conjunto, garante agora uma notável e superior confiança (e controlo dos movimentos) em curva. Ou seja, entre a quase invisibilidade desta seminova geração, a qualidade de condução do Compass foi dos pontos que mais evolui e que mais apreciamos, podendo ser ainda melhor explorada mediante a seleção do modo de condução Sport - outra das novidades - e que realmente representa acréscimo de vivacidade dinâmica, não só pelo endurecimento das leis da assistência da direção e trocas de caixa em regime mais alto, mas em particular pela sensibilidade extra no pedal do acelerador, fazendo com que os 150 cv se expressem de forma mais evidente. Com tudo isto, o consumo médio rondará os 8 l/100 km, valor justo face às boas performances e peso/dimensões do conjunto.
A versão em teste, com o nível de equipamento superior, S, rege-se por ampla oferta de elementos de série, não descurando a presença de revestimentos em pele com ajustes elétricos dos bancos dianteiros, sistema Uconnect com navegação em monitor de 8,4’’ já com as ligações AppleCarplay e Android Auto, sistema de acesso e arranque mãos livres, portão da bagageira com abertura e fecho automático, câmara traseira e ampla oferta de ajudas à condução, caso da avisos de colisão e saída de faixa ou comutação automática entre luzes de médios e máximos (bixénon). Já no exterior, destaque para as jantes negras de 19’’, vidros escurecidos e aplicações em cinza na ponteira de escape e contorno dos vidros laterais. Tudo incluído nos 36.965 € do Compass S 1.3 Turbo de 150 cv com caixa automática de 6 velocidades.