O novo Qashqai será desvendado no próximo mês. Mas enquanto o modelo totalmente modernizado não chega aos mercados – o que deverá acontecer só em meados de 2021 –, a Nissan propõe bons negócios para a ainda atual geração do SUV. É o caso da versão N-Style, com preços a partir de 24.230 € se associada à enérgica motorização 1.3 DIG-T a gasolina, de 140 cv. Valor que pode ser ainda mais baixo!

Em 2007, quando foi lançada a geração inaugural, o Qashqai ficou conhecido como o automóvel que poderia mudar a visão e o gosto do cliente em segmento maioritariamente marcado por berlinas de 5 portas e carrinhas – hoje sabemos que foi bem-sucedido. Em 2014 surge a atual segunda geração, amplamente revista em 2018, e cuja carreira comercial terminará em meados de 2021. Até lá, o importador nacional propõe ‘bons negócios’, assentes em versões específicas e campanhas de desconto, com a versão N-Style a atingir o pico da otimização para o cliente.
Face ao valor de tabela para a motorização 1.3 DIG-T de 140 cv (29.230 €), o desconto direto de 5000 € coloca esta versão nos 24.230 €, quantia que muito se aproxima ao de muitas propostas de segmento inferior. Em troca, o cliente recebe um Qashqai que pode não deslumbrar pela oferta de equipamento, onde os estofos são em tecido e não existe tecnologia LED para a iluminação exterior, mas onde o foco está no essencial.
Por fora e por dentro
A imagem exterior surge embelezada por jantes de 18’’, barras no tejadilho e até com os vidros traseiros escurecidos. Os retrovisores têm rebatimento elétrico, a climatização é automática com ajuste independente da temperatura para condutor e acompanhante e entre as principais ajudas à condução do quotidiano conte-se com sensores de parqueamento à frente e atrás, incluindo câmara traseira de ajuda ao estacionamento, bem como sensores de luz e chuva, monitorização da pressão dos pneus e assistente de arranque em subida conjugado com o travão de parqueamento elétrico.

No interior, a atualização operada em 2018 incluiu sistema de infoentretenimento mais atual (à data), que marca presença nesta versão, em ecrã tátil de (apenas) 8’’, a que pode ser somado sistema de navegação, por 600 €. Face aos padrões atuais, não só o monitor e as zonas de contacto para navegação entre menus são demasiado pequenos, como a definição e grafismo estão longe de poder ser apelidados de modernos – sinais dos tempos e da necessidade de atualização.
No lado mais prático, elogie-se o ainda botão rotativo para controlo de som (é ainda a melhor forma de o fazer!) e a possibilidade de ligações Apple CarPlay e Android Auto, via cabo USB. O volante tem ótima pega e dimensões certa, com base cortada, o que ajuda nas entradas e saídas do condutor. A instrumentação é do estilo clássico, dominada por quadrantes analógicos para velocímetro e conta-rotações, de leitura fácil e imediata, onde o cunho digital fica apenas a cargo da zona central, com pequeno monitor TFT de 5’’ onde surgem as informações do (completo) computador de bordo, operado a partir do volante.

O interior e a mala nunca foram dos mais espaçosos do segmento, tendo a Nissan apostado na qualidade e quantidade de locais de arrumo e na simplicidade de acesso ao habitáculo, seja à frente ou atrás.
Motor competente
Muito refinada e ainda atual é a experiência de condução permitida por este motor a gasolina de 1332 cc, bloco que será adotado na futura geração. O motor é de suavidade extrema, seja ao ralenti, seja em aceleração, contribuindo para uma constante sensação de ótima insonorização e ausência de vibrações. A esta atitude aveludada associa-se a macieza do comando da caixa manual de 6 velocidades e toda a simplicidade de relacionamento com o tato dos pedais. A direção, igualmente dócil, pode ser ajustada em dois níveis (Normal e Sport), embora com poucas diferenças entre si.

As performances aferidas, sejam as lestas acelerações como as prontas retomas de velocidade, atestam bem a disponibilidade da mecânica de 4 cilindros, cujos 240 Nm de binário máximo surgem logo às 1600 rpm, mantendo-se constantes até às 3600 rpm, ou seja, no patamar mais usado no quotidiano, sendo mais um dos fatores que conferem simplicidade à utilização. Tudo com consumo médio na ordem dos 7 l/100 km, que podem facilmente baixar para os 6,2 numa condução descontraída, usando-se relações de caixa alta e baixas rotações. Com chassis e suspensões que não foram pensados para condução agressiva e desportiva, o Qashqai mantém a atitude esperada de um SUV médio de aspirações familiares e cosmopolitas, de tato confortável e sem vacilar em pisos empedrados ou em mau estado, com condução progressiva e serena.
Voltando às contas
Se os 24.230 € são valor atrativo para esta versão N-Style DIG-T de 140 cv, os clientes que recorrerem a solução de financiamento interno podem ainda somar desconto de 1000 €. E caso sejam clientes registados na marca, a Nissan oferece 1500 € adicionais à retoma, bem como extensão da garantia geral até aos 5 anos.