Toyota Highlander 2.5 Hybrid Premium

Híbrido para toda a familia

TESTE

Por Vítor Mendes da Silva 28-05-2022 07:00

Fotos: Gonçalo Martins

Com lotação para sete ocupantes no seu interior e uma bagageira com capacidade para até 658 litros, o Toyota Highlander, acima do RAV4 na gama japonesa, estreia-se na Europa com tração integral e sistema híbrido com 243 cv de potência combinada.
Com o Diesel a perder terreno para motorizações alternativas e com o segmento dos monovolumes de sete lugares a ser invadido pelos inevitáveis SUV que, com idêntica lotação e design que está mais em voga, têm votado quase ao ostracismo os MPV tradicionais, condições ótimas para a Toyota acrescentar o High- lander ao seu catálogo europeu. Na sua 4.ª geração (a 1.ª é de 2000), o maior híbrido da marca, que era até aqui aposta para o mercado americano, Japão e Austrália, surge com todos os trunfos de que necessita para se afirmar como porta-estandarte de nova família de modelos, também, no Velho Continente.

Construído com base na plataforma TNGA-K, a mesma do Camry (acima da TNGA-C), o Highlander posiciona-se acima do RAV4, apresentando-se munido de sistema híbrido com base no motor 2.5 de quatro cilindros a gasolina a funcionar no ciclo Atkinson, associado a dois motores elétricos (um por cada eixo), alimentados por uma bateria de hidretos metálicos níquel, arrumada sob a segunda fila de bancos. O motor elétrico instalado no trem posterior permite operar o sistema de tração integral variável AWD-i (conhecido do Prius e do RAV4), que gere o binário do motor usando a energia do seu sistema híbrido e do motor adicional no eixo traseiro, solução que reduz as perdas de energia, permitindo economizar combustível e otimizar a tração integral nas diversas condições de condução. No papel, o sistema pode enviar até 130 Nm para as rodas traseiras, podendo a repartição dianteira/traseira variar de 100:0 a até 20:80, mediante quatro modos de condução – Normal, Eco, Sport e Trail –, que não interferem apenas na distribuição do binário do motor, mas também na assistência da direção e mapeamento do controlo do acelerador.

O sistema de tração integral inteligente da Toyota não faz do Highlander o rei das terras altas, condicionado pela parca potência do motor elétrico traseiro (e só com 202 mm de altura ao solo; 18.1º e 22.7 º nos ângulos de ataque e saída, respetivamente), mas garante eficácia absoluta nos arranques, mesmo nos mais fortes e sobre pisos molhados em calçada, o que acaba por ser uma mais-valia em muitas cidades. A atuação do sistema é impercetível ao condutor, mas o seu funcionamento pode ser observado no painel de instrumentos e no monitor central.

Na apresentação do painel de bordo, destaque para a versão mais recente do sistema multimédia, com o ecrã de 7 polegadas na instrumentação, head-up display de 10 polegadas e monitor de 12,3 polegadas na consola central.

O nível de equipamento Premim, da versão que ensaiámos, é o mais requintado de apenas dois acabamentos disponíveis (Exclusive é o outro), e caracteriza-se pela dotação sem falhas, quer em matéria de equipamentos de conforto, quer nos dispositivos de segurança, a que acrescenta pormenores de funcionalidade que ajudam a fazer a diferença, como é o espelho retrovisor digital smart view, que exibe a imagem de uma câmara traseira, sem a obstrução dos encostos de cabeça dos bancos ou outros volumes em transporte no interior do veículo.

Espaço também não falta; o SUV de sete lugares da Toyota tem 4,950 metros de comprimento, mais 35 cm do que o RAV4, sendo também ligeiramente mais largo e alto. A estampa imponente de medidas avantajadas, de linhas modernas e apelativas, tem correspondência no interior, com fartura de centímetros livres em todas as direções. Na distância entre eixos há mais 25 cm face ao RAV4, que explicam cotas habitáveis desafogadas nas três filas de bancos, além de uma bagageira com 658 litros de capacidade, extensíveis a 1909 litros caso a segunda e a terceira fila sejam rebatidas.

Os bancos da segunda fila podem avançar ou recuar sobre calhas instaladas no piso com 18 cm, para facilitar o acesso aos lugares do terceiro anel, ou gerir o espaço a bordo de acordo com as necessidades de transporte, ora aumentando a volumetria do compartimento de carga ou o número de centímetros livres para as pernas dos passageiros.

Em estrada, aplauda-se o bom nível das prestações, a suavidade e resposta do sistema híbrido, capaz de acelerar o Highlander sem esforço em todas as solicitações da condução. A troca de relações (a tecnologia Sequential Shiftmatic, que permite ao condutor fazer as pas­sagens da caixa – do tipo de variação contínua – através do seletor na consola, imitando o funcionamento de uma caixa automática convencional de seis relações, sendo artificial, beneficia a experiência. Depois, agrada a forma ágil e segura como o Highlander se deixa conduzir, mérito desta estrutura leve e altamente rígida, ajudada pela boa capacidade de processamento do conjunto mola/amortecedor. Assim, qualidade de rolamento, conforto e estabilidade acima da média, valendo-se também da capacidade de ser movimentado só com motor(es) elétrico(s).

Com qualidade de construção e montagem acima de qualquer suspeita, habitáculo superiormente equipado, com fartura de espaço em todas as três filas de bancos (os da mais recuada arrumam-se no piso da mala, que assim chega a bons 658 litros de capacidade), o Highlander demarca-se da concorrência quer pela suavidade de rolamento, quer pela imunidade face a ruídos exteriores. O grupo propulsor híbrido, com 243 cv, também é trunfo valioso, competente em todas as situações de condução, mas melhor adaptado a ambientes urbanos e velocidades baixas constantes em autoestrada, onde o consumo poderá aproximar-se dos 7 l/100 km. Só o preço destoa...

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Ficha Técnica

Caracteristicas

TOYOTA Highlander

2.5 Hybrid Premium

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 2487 cc
Alimentação Injeção direta
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 190 cv/6000 rpm
Binário 239 Nm/4500-6000 rpm
Motor elétrico
Tipo -
Potência 182 cv+54 cv
Binário 270 Nm+121 Nm
Bateria Hidretos metálicos de níquel
Capacidade da bateria 1,9 kWh
Módulo Híbrido
Potência 243 cv
Binário -
Transmissão
Tração Integral permanente
Caixa de velocidades Automática, direta, do tipo ECVT
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Duplos triângulos
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,966/1,930/1,755 m
Distância entre eixos 2,85m
Mala 268-658-1909 litros
Depósito de combustível 65 litros
Pneus F 8jx20-235/55 R20
Pneus T 8jx20-235/55 R20
Peso 2015 kg
Relação peso/potência 8,29 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 8,3 s
Consumo médio 7 l/100 km
Emissões de CO2 158 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 8 anos ou 160.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 239,37 €

Medições

TOYOTA

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 8,2 s
0-400 / 0-1000 m 16 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 3,5 s
60-100 km/h (D) 4,4 s
80-120 km/h (D) 5,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 37,9/9,1 m
Consumos
Consumo médio 7 l/100km
Autonomia 928 km

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