Bentley valoriza conteúdos e imagem do Bentayga

Marca inglesa reage ao aumento da concorrência. SUV, em 2019, representou 45% das vendas do fabricante de automóveis de luxo do Grupo VW

Apresentação

Por Auto Foco 03-07-2020 12:20

Na Bentley, prevenindo-se o aumento da concorrência, com o aparecimento do DBX, o primeiro Sport Utility Vehicle (SUV) da Aston Martin, atualização do Bentayga, que é só o automóvel mais importante da marca inglesa do Grupo VW, considerando os mais de 20.000 exemplares comercializados desde 2016 (o ano passado, o modelo representou cerca 50% das vendas do fabricante). Esta intervenção, significativa, beneficiou tanto a apresentação exterior como interior. Na carroçaria, por exemplo, à exceção das portas, apenas painéis novos, mas é a traseira que muda mais, com a adoção de farolins muito semelhantes aos dos Continental GT (Coupé e Cabriolet).

 

O sucesso comercial do Bentayga (5232 exemplares produzidos o ano passado, ou 45% do total de automóveis vendidos pela marca!) permitiu arriscar muito mais na primeira atualização do SUV. A edição nova tem lançamento programado apenas para o final do ano, inicialmente só com o V8 4.0 biturbo (550 cv), motor que representa cerca de 70% das vendas do modelo. Nesta versão, como nas demais da gama, caixa automática de 8 velocidades e quatro rodas motrizes. ‘Performances’: velocidade máxima de 290 km/h, aceleração 0-100 km/h em 4,5 segundos.

 

Visualmente, existem mais mudanças que identificam a edição nova de SUV que conta com mais concorrência direta, após os lançamentos de Lamborghini Urus e Rolls-Royce Cullinam. Na dianteira, por exemplo, encontra-se grelha redesenhada, redimensionada e reposicionada (deslocaram-na 30 mm para cima…). Combinando-a com a diminuição de 10 mm nas dimensões dos guarda-lamas, imagem ainda mais dominadora, robusta. A via traseira é 20 mm mais larga e mantêm-se a suspensão com molas pneumáticas e amortecedores de firmeza variável ou as barras estabilizadoras ativas (são alimentadas por rede elétrica complementar de 48V). Para as rodas, jantes de 21’’ ou 22’’. Também entre os opcionais, sistema de travagem mais potente e resistente à fadiga, com discos carbocerâmicos de 440 mm.

 

As alterações beneficiarão todos os Bentayga, incluindo o híbrido com recarregamento externo das baterias (Plug-In) e o topo de gama Speed, com mecânica W12 6.0 biturbo de 635 cv (306 km/h, 0-100 km/h em 3,9 segundos). No modelo eletrificado, de acordo Adrian Hallmark, diretor da Bentley, manter-se-á o V6 3.0 biturbo com 340 cv assistido por máquina com 128 cv (potência combinada de 450 cv), mas adotar-se-á acumulador de energia com mais capacidade (o atual tem 17,3 kWh), para otimizar a autonomia do modo de condução elétrico, que está limitado a 39 km. Assim, reduzir-se-á, também, o consumo médio (3,5 l/100 km no modelo introduzido em 2019) e a média de emissões de CO2 (79 g/km). No segundo, manter-se-á a designação Speed.

 

O Bentayga também progride no ‘cockpit’, com ecrã digital no lugar da instrumentação analógica. Simultaneamente, no centro do painel, imediatamente abaixo das saídas da climatização separadas pelo relógio Breitling, que possuem acabamentos em alumínio anodizado e desenhos inspiradas nas asas do logotipo da marca britânica, encontra-se monitor maior para o info-entretenimento (10,9’’). E também existem materiais novos para os revestimentos do habitáculo, incluindo madeiras. No SUV, tecnologia LED para a iluminação (82 pontos de luz em cada farol dianteiro). Por fim, reivindica-se aumento do espaço nos bancos traseiros, que foram redesenhados e ganharam regulações mais amplas (mais 3 a 10 cm, de acordo com o fabricante), além de sistema de ventilação.

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