Ao volante do novo VW Golf GTE

Versão híbrida Plug-In da 8.ª geração do VW Golf. 1.4 TSI a gasolina e motor elétrico, combinados, rendem 245 cv. Promessa de eficiência e ‘performances’ desportivas

Apresentação

Por José Caetano 10-09-2020 15:15

A mobilidade elétrica é a prioridade do momento na VW. A marca alemã, reagindo à degradação rápida na imagem originada por escândalo de manipulação dos gases de escape em milhões de automóveis com equipados motores Diesel, comprometeu-se com mudança de paradigma que pressupõe o abandono, seguramente mais lento do que rápido, da produção de mecânicas térmicas a gasolina e gasóleo.

O Golf 8 não tem qualquer versão elétrica – tornar-se-ia redundante, considerando o aparecimento do ID. 3 –, mas conta com gama mais eletrificada, que satisfaz todas as exigências de mercado em transformação. Em julho, após dois meses atrás do Renault Clio, o VW regressou ao topo da lista dos automóveis mais vendidos na região, devido a aumento na disponibilidade que coincidiu com redução do impacto da pandemia da COVID-19 na produção.

Para acelerarem a retoma, os alemães melhoraram a gama, somando-lhe cinco versões eletrificadas (três motores eTSI, dois híbridos Plug-In). O GTE com 245 cv é o cabeça-de-cartaz, posicionando-se acima do eHybrid com 204 cv (diferencia-os só a potência das máquinas elétricas: 80 kW/109 cv no primeiro e 40 kW/54 cv no segundo), que a VW não vende no nosso País. No demais, carros (quase) iguais.

Comparando o Golf GTE novo com o original de 2017, mantêm-se tanto o 1.5 TSI como a caixa automática de 6 velocidades, de embraiagem dupla, mas motor elétrico e bateria são novos. O primeiro, integrado no módulo da DSG, produz 80 kW/109 cv e 400 Nm em vez de 75 kW/102 cv e 330 Nm, a segunda, arrumada sob os bancos posteriores, posicionamento sem impacto na habitabilidade, aumenta de capacidade, de 8,7 kWh para 13 kW. Estes progressos, somados à mudança de plataforma, da MQB para a MQB Evo com arquitetura eletrónica muito mais moderna, explicam os desenvolvimentos na eficiência e nas performances de compacto que iguala o GTI na rampa de lançamento, pelo menos no nível de potência: 245 cv!

No Golf GTE, a autonomia do programa de condução elétrico (E-MODE) aumenta de 47 para 62 km, admitindo-se uma velocidade máxima de 130 km/h, se não exigirmos muito do pedal do acelerador. Percorrendo-os, talvez consigamos aproximar-nos dos consumos médios reivindicados pela VW: 1,7 l/100 km de gasolina e 12,4 kWh de eletricidade. Paralelamente, explorando-se a capacidade do sistema híbrido, 6,7 s em vez de 7,6 s no 0-100 km/h e 225 km/h, ou mais 3 km/h. Para o GTI novo, com motor 2.0 TSI de 245 cv, modelo ainda na rampa de lançamento, antecipam-se 6,2 s e 250 km/h. O GTE, nas performances, morde os calcanhares ao GTI, cumprindo a missão de versão orientada tanto para a eficiência como para a dinâmica e o prazer na condução!

Reserva(s) de energia

No GTE, como acontece na generalidade dos híbridos Plug-In, possibilidade de manutenção de reserva de energia nas baterias. A operação seleciona-se em menu específico no monitor do sistema de info-entretenimento, posicionado no centro do painel de bordo – o ecrã de 10’’ admite seleção tátil, mas também existem comandos diretos de acesso às funções mais importantes do automóvel, nomeadamente aos modos de condução (no Drive Mode, programas Eco, Comfort, Sport e Individual). Esta opção, disponível apenas no modo Hybrid, permite-nos conduzir sem o apoio da máquina elétrica em autoestrada e estrada, poupando eletricidade para a ativação do E-Mode em cidade, que pode realizar-se de forma manual.

Os progressos na arquitetura elétrica do Golf abriram caminho à adoção de software de ponta no GTE. A inteligência do sistema reflete-se, por exemplo, na otimização da interação do sistema de gestão da energia na bateria com a navegação, que considera, de forma preditiva, informações topográficas e sobre o trânsito para melhorar o consumo de energia em função do percurso. Independentemente da situação, o arranque realiza-se sempre de forma elétrica. No modo Hybrid, a eletrónica também gere, automaticamente, o apoio do motor elétrico ao 2.0 TSI a gasolina para aumentar quer a poupança de combustível, quer a capacidade de resposta aos movimentos no acelerador. Assim, numa ultrapassagem, o compacto de tração apenas às rodas dianteiras ganha (mais) fôlego e músculo.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Motor a gasolina: 150 cv

Motor elétrico: 109 cv

Caixa: Automática de 6 vel.

Bateria (capacidade): 13 kWh

Rendimento combinado: 245 cv/400 Nm

Autonomia EV: 62 km

Velocidade máxima: 225 km/h

Aceleração 0-100 km/h: 6,7 s

Consumo médio: 1,7 l/100 km

Emissões de CO2: 38 g/km

PREÇO: A partir de 40.922 €

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