Renault Twingo, o elétrico mais barato em Portugal

Já conduzimos o Twingo Electric, citadino a bateria, a partir de 22.200 euros

Apresentação

Por Paulo Sérgio Cardoso 17-12-2020 16:40

A Renault acaba de introduzir no mercado nacional o Twingo Electric, variante 100% eletrificada do citadino, com preços a partir de 22.200 € (preço para clientes particulares, com as empresas a poderem abater totalmente a parcela do IVA), o que permite ostentar o título de automóvel elétrico mais acessível em Portugal.

O Renault Twingo Electric utiliza uma bateria de iões de lítio de 22 kWh (com 96 células distribuídas por 8 módulos, pesando 165 kg), alojada sob os bancos dianteiros, a qual alimenta um motor elétrico de 82 cv/160 Nm (derivado da unidade presente no também elétrico Renault Zoe) colocado em posição traseira e transmitindo potência às rodas desse eixo, tal como nos Twingo a combustão. Embora a atual geração do Twingo tenha sido lançada comercialmente em 2013, a plataforma já previa a hipótese de eletrificação total, como acontece nos primos smart, pelo que quer habitabilidade, quer bagageira (240 litros) não sofrem com este processo de eletrificação, o mesmo se passando com o recordista raio de viragem de apenas 4,3 metros.

Com este pack de bateria/motor elétrico, conjunto distinto do que a Mercedes utiliza nos modelos da smart, o Twingo Electric tem autonomia média homologada para 190 km em ciclo WLTP, valor que pode aumentar para os 270 km numa utilização puramente citadina. Dotado, de série, com carregador de bordo adaptativo/camaleão, o Twingo Electric pode ser ligado a qualquer ponto de corrente alternada (não suporta corrente contínua e postos rápidos), adaptando-se, automaticamente, até um máximo de 22 kW. Tempos de carga anunciados: 15 horas a 2,3 kW; 4 horas a 7,4 kW; 3h15 m a 11 kW e 1h30 m a 22 kW – neste último, consegue recuperar 80 km em 30 minutos. Tempos perfeitamente enquadrados com uma bateria de capacidade justa para utilização que será maioritariamente urbana. Não deixa de ser curioso verificar que os anunciados 190 km de autonomia igualam o valor da primeira geração do Renault Zoe.

Neste primeiro contacto dinâmico num percurso com cerca de 80 km que levou o Twingo Electric a percorrer autoestrada, trânsito matinal nos acessos e no interior da cidade de Lisboa e circulação na periferia, incluindo estradas nacionais na zona de Arruda dos Vinhos e Bucelas, obtivemos consumo médio na ordem dos 12,2 kWh/100 km, tendo sobrado 56% da bateria e 122 km de autonomia no final do teste, o que nos leva a afiançar 200 km de alcance máximo, numa utilização normalizada e cumprindo-se os limites legais de velocidade. O percurso foi quase todo ele realizado no nível regenerativo intermédio (B2) e em modo Eco (exceto em autoestrada) por não ter sido sentida necessidade de maior entrega por parte do motor elétrico, mesmo quando em algumas ultrapassagens efetuadas nas estradas nacionais – a Renault anuncia aceleração 0-50 km/h em 4,2 s; 0-100 km/h em 12,9 s e velocidade máxima de 135 km/h. O peso em vazio é de 1518 kg.

A unidade testada, com o nível de equipamento Intens (23.200 €), distingue-se da versão base (Zen) por incluir jantes em liga leve, vidros traseiros escurecidos, estofos em tecido e pele, cruise control, sensores de parqueamento atrás com câmara traseira e sistema multimédia Easy Link em ecrã tátil de 7’’ incluindo sistema de navegação, elementos que facilmente justificam o diferencial de 1000 € entre as duas variantes. Através da aplicação MyRenault, via smartphone, o condutor pode ainda controlar alguns dados, bem como programar funcionalidades à distância.

À semelhança do que acontece atualmente com a restante gama de modelos elétricos da marca francesa, o valor de aquisição do Twingo Electric inclui a bateria, tendo a Renault, há cerca de três meses, e a nível europeu, desistido da modalidade de aluguer. A bateria tem garantia de 8 anos ou 160.000 km, para um mínimo de 70% de capacidade.

Ler Mais

Conte-nos a sua opinião 0

Apresentação