Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD Ford Mustang Mach-E AWD

Audi Q4 Sportback 50 e-tron Quattro vs Ford Mustang Mach-E AWD

Mais do que elétricos

CONFRONTO

Por João Ouro 30-10-2022 18:45

Fotos: Gonçalo Martins

Se o nome fosse outro é muito provável que não tivesse o mesmo encanto. E talvez tenha sido essa a razão que levou a Ford a usar o apelido Mustang para o colar ao novíssimo SUV elétrico da marca, logo seguido pela designação Mach-E, como que a remeter para a velocidade do som ou, então, para a lâmina de barbear lá de casa. Na Audi, por sua vez, a família e-tron desdobra-se já por diversas variantes, quer em termos de formato, quer ao nível da potência e da capacidade das baterias, mesmo que haja um denominador comum, nada menos do que a plataforma MEB do grupo VW, destinada exclusivamente aos automóveis 100% eletrificados, partilhada com os novos ID.3 e ID.4 da VW e Enyaq iV da Skoda, por exemplo.

Se a sonoridade do nome Mustang remete para um certo caráter indomável, a inspirar dinâmica mais solta, a designação Sportback na Audi é mais tímida, mesmo que pretenda proclamar o lado mais desportivo do convencional Q4, tendo uma traseira arredondada, um estilo coupé, menor altura (1,8 cm) e um defletor atrás especial, além de outros efeitos visuais, tal como a linha ótica contínua ao longo do portão (automático) da mala. É curioso que esse formato não reduziu a área para bagagens, embora a visão do condutor à retaguarda, essa sim, seja prejudicada, mas como existem várias câmaras e sensores, isso é perfeitamente atenuado. Um parêntesis para dizer que no Mustang essa situação é parecida devido ao formato da traseira e do óculo posterior, sendo resolvido por várias câmaras.

No equipamento de série, o Ford superioriza-se ao Audi, mas este compensa com o luxo especial da versão Edition One e do nível de equipamento S line, algo que se reflete depois no preço final, sendo menos acessível do que o adversário, embora na entrada da própria gama isso não seja assim.

Ainda no Audi, as restantes medidas são iguais às das do Q4 e-tron normal, decalcando também a própria mecânica eletrificada com 299 cv de potência (1 motor por eixo), alimentada por uma bateria de iões de lítio de 77 kWh (capacidade útil), associada ao sistema quattro. A capacidade de aceleração é bem forte, aqui sem timidez, e a conjugação da ação dos motores elétricos com a tração integral é capaz de empurrar o SUV de Ingolstadt para prestações equivalentes às das do adversário, apesar deste ser mais potente (351 cv) e também ter quatro rodas motrizes. No papel, a aferição das acelerações e das recuperações é muito parecida, embora no asfalto o Ford aparente ser mais brusco, intempestivo e mais reativo às pressões no acelerador. Ambos têm prestações de autênticos desportivos, sendo capazes de entusiasmar nos arranques mais rebeldes, embora esses ímpetos iniciais acabem depois por esbarrar nas velocidades máximas limitadas ao patamar dos 180 km/h. Ainda bem que é assim, porque esse tipo de correrias não está na agenda do dia e a sensação de velocidade é agora dada pelos repentinos zunzuns elétricos, que assumem outro estatuto.

Em ambos, o silêncio da propulsão só poderá proporcionar uma boa vizinhança (no Mustang 5.0 V8 há, curiosamente, um programa com esse nome, que diminui o ruído ativo do escape), ao mesmo tempo que as autonomias já não geram qualquer stress. É claro que tudo depende das circunstâncias, assim como dos modos de condução escolhidos (Active, Whisper e Untamed no Ford, o último mais radical, enquanto no Q4 são propostas as configurações Efficiency, Comfort, Auto e Dynamic), mas em qualquer dos casos é relativamente fácil ultrapassar a barreira dos 400 a 420 quilómetros sem dificuldades, tendo o Mustang outro alcance por ter uma maior bateria (de 98,8 kWh brutos) e um modo do tipo e-pedal (como no Nissan Leaf, por exemplo), que é capaz de aproveitar (e de travar) de forma mais intensa a energia gerada pelas desacelerações e travagens. No Q4 essa possibilidade é dada através das patilhas do volante, cujo nível regenerativo mais forte quase isenta também o uso do pedal do travão.

A condução preditiva associada à navegação (leitura da aproximação de rotundas, de cruzamentos ou maior intensidade do trânsito) é outro dos trunfos do Audi, cujo consumo médio é um bocadinho inferior, talvez até porque a gestão eletrónica não lhe permita grandes descargas de potência como acontece no oponente.

Menos brusco, o automóvel alemão é mais sereno na parte dinâmica, deslizando com outra suavidade e tendo um conforto assinalável em bons pisos. Quando o asfalto endurece isso já não é bem assim, mas ainda assim está uns furos acima do rival, que tem amortecimento menos eficaz nessas situações e maior ruído de estrada, apesar de contar com pneus do mesmo género (ambos Bridgestone Turanza) e jantes em liga leve de 19’’, enquanto o Q4 opta por jantes de 21’’ (acabamento bronze) e medidas diferentes de pneus: 235/45 à frente e 255/40 atrás.

Apesar do peso bem acima das duas toneladas e da estrutura SUV de maior altura ao solo, não há balanços excessivos das carroçarias, nem atitudes menos idóneas em curva, sendo notável em automóveis deste tamanho e com este tipo de credenciais, o que obriga a destacar a boa repartição do peso pelos eixos, assim como a arrumação inteligente dos pack de baterias, fatores que se interligam com centros de gravidade baixos, o que permite depois ter uma ótima ligação com a estrada. O Mustang é mais impulsivo e quase corre como o vento, tendo uma direção mais direta e que reage de forma imediata, enquanto o Audi protagoniza uma condução mais envolvente, sem perder precisão.

Quando chega a hora de abastecer, os tempos de carga são equivalentes, mas há ligeira vantagem por parte do Ford, uma vez que aceita potências de carga superiores nos denominados terminais superrápidos (150 kW), aí com escassos 45 minutos para atingir cerca de 80% da capacidade total das baterias. No Audi, o valor máximo de carga não é muito desigual (125 kW), mas em certos postos isso pode fazer toda a diferença, diminuindo o caudal da potência, por vezes, para patamares inferiores, à medida que a percentagem de carga da bateria aumenta.

Naquilo que é essencial em termos de avaliação, tanto o SUV da Audi como o da Ford parecem copiar-se, sem se distanciarem um do outro de forma significativa, registando até vários empates ao longo da tabela de pontos, inclusive na análise dinâmica e na do motor/transmissão. É óbvio que existem diferenças, mas não são tão substanciais que justifiquem uma pontuação diversa, sendo mais comum as ditas equivalências. As prestações são disso exemplo, apesar da maior potência do Mustang Mach-E.

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Ficha Técnica

Características

AUDI Q4

Sportback 50 e-Tron Quattro

FORD MUSTANG

Mach E AWD 99 KWH

Motor
Tipo 2 motores elétricos, síncronos Elétrico, síncrono
Potência 299 cv 351 cv (258 kW)
Binário 460 Nm 580 Nm
Bateria Iões de lítio Iões de lítio
Capacidade útil 77 kWh 98,8 kWh
Tempo de carga (0-80%) 38 m (125 kW) 45 m (150 kW)
Transmissão
Tração Integral permanente Integral
Caixa de velocidades Automática de 1 vel. Automática de 1 vel.
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson Ind. McPherson
Suspensão T Ind. triângulos duplos Ind. multibraços
Travões F/T Discos ventilados/Tambores Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,5 m Elétrica/11,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,588/1,865/1,614 m 4,712/1,881/1,597 m
Distância entre eixos 2,764 m 2,984 m
Mala 535-1460 litros 402-1420 litros
Depósito de combustível - -
Pneus F 8jx19-235/55 R19 7jx19-225/55 R19
Pneus T 8jx19-255/50 R19 7jx15-225/55 R19
Peso 2215 kg 2182 kg
Relação peso/potência 7,4 kg/cv 6,2 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 6,2 s 5,1 s
Consumo médio 17,7 kWh/100 km 18,7 kWh/100 km
Autonomia 495 540
Garantias/Manutenção
Mecânica 4 anos/80.000 km 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão - -
Bateria 8 8
Imposto de circulação (IUC) 0 € 0 €

Medições

AUDI

Acelerações
0-50 km/h 2,6 s
0-100 / 130 km/h 6,1/9,7 s
0-400 / 0-1000 m 14,5/27 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 2,9 s
60-100 km/h (D) 3,0 s
80-120 km/h (D) 4,7 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36,8/9,2 m
Consumos
Consumo médio 18,8 kWh/100km
Autonomia 420 km

Medições

FORD

Acelerações
0-50 km/h 2,6 s
0-100 / 130 km/h 6,2/9,4 s
0-400 / 0-1000 m 14,3/26,6 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 2,9 s
60-100 km/h (D) 3,2 s
80-120 km/h (D) 3,9 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35,3/9,6 m
Consumos
Consumo médio 18 kWh/100km
Autonomia 500 km