A BMW reagiu (mal, muitíssimo mal…) à saída da Audi do Campeonato Alemão de Turismos (DTM) no final do campeonato de 2020. Munique classificou a decisão da rival de Ingolstad de “antidesportiva”, por falta de qualquer notificação prévia sobre o ‘adeus’ a categoria que tem o futuro comprometido, devido à ausência de concorrentes. A Mercedes abandonou a competição em 2018 e a ligação da Aston Martin resistiu só a 2019.
A marca da hélice regresso ao DTM em 2012, depois de muito pressionada por Audi e Mercedes. «Estou tão desapontado como surpreendido. Somos parceiros», disse Klaus Frohlich, diretor da BMW. «O diretor-geral da Mercedes, Ola Kallenius, telefonou-me pessoalmente para explicar a decisão, antes de anunciarem a saída do DTM», revelou.
O anúncio da Audi surgiu após comunicado do Grupo VW a confirmar o ponto final nos projetos de competição que não envolvessem tecnologias elétricas, mas Frohlich não aceitou a explicação. «Esse argumento não é válido. Tal como a Audi, a BMW também está empenhada na Fórmula E. E partilhávamos os planos para a adoção da tecnologia híbrida em 2022 e a eletrificação do DTM em 2025», concluiu.
A edição-2020 do ‘Deutsche Tourenwagen Masters’ (DTM), a 34.ª, tem início planeado para 11 de julho, no Norisring, em Nuremberga, na Alemanha, com 16 carros na grelha de partida (nove da Audi e sete da BMW). Em 2019, René Rast sagrou-se campeão aos comandos de um Audi RS 5 Turbo do Team Rosberg.
Gerhard Berger, ex-piloto de Fórmula 1 e diretor do promotor do DTM (ITR), lamentou decisão que compromete o futuro do campeonato. «É um momento muito difícil para o desporto automóvel na Alemanha e na Europa. Respeitamos a decisão da Audi, mas o ‘timing’ do anúncio deixa-nos sem margem de manobra para prepararmos o futuro», disse o austríaco.
Entre as alternativas em estudo, possibilidade de ‘abertura das portas’ à participação dos GT3 que competem no Mundial de Resistência (WEC) e IMSA, possibilidade admitida pelo DTM quando negociava o desenvolvimento e a partilha de plataforma nova com os diretos do campeonato Super GT do Japão. Uma hipótese interessante, considerando as marcas que alinham naquelas séries (Aston Martin, BMW, Corvertte, Ferrari e Porsche).