LMDh ‘salva’ corridas de resistência

Automobilismo

Por José Caetano 08-05-2020 18:15

O Automobile Club de l’Ouest (ACO), organizador das 24 Horas de Le Mans e promotor do Mundial de Resistência (WEC), em parceria com a Federação Internacional do Automóvel (FIA), chegou a acordo com o campeonato norte-americano IMSA para o desenvolvimento de categoria de topo nova (LMDh), assim garantindo convergência de regulamentos que garante o futuro das corridas de resistência, devido ao potencial de atração de mais construtores para a competição.

 

A primeira versão do regulamento foi anunciada em janeiro, nas 24 Horas de Daytona, nos EUA. Mais recentemente, conheceram-se as quatro empresas licenciadas para produzirem os chassis dos protótipos (Oreca, Ligier, Dallara e Multimatic). Agora, conheceram-se mais pormenores sobre o projeto com implementação prevista apenas para 2022, no WEC e no IMSA. O plano completo conhecer-se-á em setembro, na véspera das 24 Horas de Mans.

 

Este anúncio confirmou que os LMDh serão baseados na próxima geração de protótipos da LMP2, mas os construtores podem equipá-los com carroçarias e motores ‘à medida’, como acontece, atualmente, na categoria principal do IMSA (Daytona Prototype International ou DPi). Em contrapartida, todos os modelos partilharão o sistema híbrido para a eletrificação do eixo posterior e a configuração aerodinâmica. Simultaneamente, confirmação do limite mínimo de peso (1030 kg) e da potência máxima do sistema de propulsão, combinando-se a mecânica de combustão interna e o motor elétrico (500 kW/670 cv).

 

ACO, WEC e IMSA apresentam os LMDh como adversários dos Hipercarros substitutos dos LMP1, protótipos em final de carreira, o que pressupõe o recuso à fórmula do ‘Balance of Performance) para equilibrar as forças entre os diversos automóveis. Este acordo também a manutenção da categoria durante o período mínimo de cinco anos.

 

Este anúncio satisfaz a expectativa de tanto os hipercarros com os LMDh competirem quer no IMSA, quer no WEC sem quaisquer modificações. Assim, cumpre a condição exigida por muitos construtores para investirem. Espera-se, por isso, revolução na categoria. No WEC, por exemplo, apenas Aston Martin, Peugeot e Toyota manifestaram interesse na categoria dos hipercarros, que pressupõe a produção de automóvel de estrada para a homologação do carro de competição, mas a marca britânica congelou o plano depois de decidir acelerar para a Fórmula 1, na temporada de 2021, para substituir a Racing Point.

 

Atualmente, devido à pandemia da COVID-19, as temporadas do WEC e do IMSA estão paradas.

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