Bentley despede 25% dos trabalhadores e adia lançamento do primeiro elétrico

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Por Auto Foco 06-06-2020 16:14

A Bentley prepara o despedimento de 1000 trabalhadores, assim eliminando cerca de 25% do quadro de funcionários. A medida integra-se no plano de reestruturação que o fabricante do consórcio VW preparou para reagir à pandemia da COVID-19, que parou o comércio e a produção de automóveis, ações com impacto direto muito negativo nas finanças do construtor.

 

«Não é a solução que desejávamos, mas temos de adotá-la para garantirmos o futuro da empresa e os demais postos de trabalho», disse Adrian Hallmark, o diretor-geral da Bentley. Este anúncio segue-se à confirmação de despedimentos noutras companhias inglesas do setor automóvel, como Aston Martin ou McLaren. A primeira comunicou a saída de 500 funcionários e a segunda prepara-se para eliminar 1200 empregos.

 

A Bentley regressou aos lucros em 2019 e apresentou resultados recorde no primeiro trimestre de 2020, com a entrega de 3302 automóveis, contra os 2548 registados no período homólogo do ano passado, mas a CODIV-19 suspendeu a produção dos novos Continental GT (coupé e cabriolet) e Flying Spur, originando perdas mensais na ordem dos 100 milhões de euros em abril e maio. E, atualmente, a fábrica de Crewe trabalha apenas a 50% da capacidade, devido à exigência de distanciamento social nas linhas de montagem.

 

Simultaneamente, a marca anunciou plano para o adiamento, de 2025 para 2026, do início da produção do primeiro automóvel elétrico. «Para desenvolvermos a geração nova de modelos, necessitamos de aumentar a liquidez da empresa», disse Hallmark. O responsável do construtor também confirmou o cancelamento da participação no Intercontinental GT Challenge, programa que desenvolvia em colaboração com a M-Sport. Em fevereiro, na Austrália, na corrida de abertura da temporada (12 Horas de Bathurst, no circuito com 6,123 km no Monte Panorama), vitória do Continental GT3 de Jules Gounon, Jordan Pepper e Maxime Soulet, do Bentley Team M-Sport!  

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