A Nissan e.dams, no Ricardo Tormo de Valência, prepara-se para o início da Época 7 da Fórmula E (e será a 3.ª da equipa que sucedeu à Renault no campeonato de monolugares elétricos). E o objetivo para 2021 é muito ambicioso: melhorar a 2.ª posição de 2019-20, atrás da bicampeã DS Techeetah, e ‘roubar’ o título de pilotos a António Félix da Costa.
“Estamos felizes por regressarmos ao trabalho e a alguma normalidade. A perspetiva de iniciarmos o Mundial proximamente, em janeiro de 2021, entusiasma-nos», reconheceu o diretor desportivo da Nissan, Tommaso Volpe, que confirmou a utilização do IM02 da Época 6 nas primeiras duas etapas do campeonato (dois ePrix no Chile e dois na Arábia Saudita), aproveitando regulamento que permite a homologação do carro novo até abril do próximo ano. Depois, este monolugar manter-se-á no ativo até ao fim da Época 8. Na 9, em 2023, estreia da 3.ª geração do Fórmula E.
Na Época 6, a Nissan e.dams conseguiu apenas uma vitória em 11 corridas, com Oliver Rowland, na corrida 5 da maratona de 6 realizadas em Berlim, em Agosto, para acabar temporada perturbada pela COVID-19. O inglês de 28 anos ambiciona muitíssimo mais para 2021. “É a terceira temporada com a equipa. Somos experientes e temos tudo o que precisamos para lutarmos por vitórias e títulos. Pessoalmente, o objetivo, como sempre, é ser primeiro”, disse o piloto, que classificou a DS Techeetah como “o principal alvo a abater”. “Ganharam tudo nas últimas duas épocas e o António Félix da Costa e o Jean-Éric Vergne são velocíssimos”, concluiu.
A Nissan, para 2021, também preparou surpresa… O IM02 #22 (Rowland) chamar-se-á Leaf e o #23 (Sébastien Buemi) recebe o nome do Ariya, automóvel com introdução na Europa planeada para o final do próximo ano. E a estratégia de comunicação explica-se. “Estamos na Fórmula E para promovermos o passado, o presente e o futuro de empresa que fabricou o primeiro elétrico há 70 anos e iniciou a massificação da tecnologia há 10, precisamente com o Leaf”, disse Volpe.