MP de Florença abre investigação ao acidente de Dupasquier

Motociclismo

Por Célia Lourenço 01-06-2021 08:55

A possibilidade de ter havido negligência no acidente de sábado que envolveu outras motos e causou a morte a Jason Dupasquier na qualificação de Moto3 para o Grande Prémio de Itália, levou o Ministério Público de Florença a abrir uma investigação por eventual homicídio do luso-suíço de 19 anos, que foi atingido por uma das motos no despiste em que também estiveram envolvidos o japonês Ayumu Sasaki e o espanhol Jeremy Alcoba.


O piloto foi assistido durante mais de 30 minutos na pista antes de ser transportado de helicóptero para o hospital, onde viria a sucumbir após cirurgia. Em Mugello, a notícia da morte chegou quando os seus companheiros de Moto3 cortavam a meta.

Realizar-se-iam ainda as corridas de Moto2 e de MotoGP, sem a PrustelGP, equipa do piloto, e o compatriota Thomas Luthi (Kalex), que se retiraram. E antes da categoria rainha entrar em pista, para Miguel Oliveira terminar em 2.º, cumpriu-se um minuto de silêncio. Ontem, porém, deram a voz a sentimentos distintos.


«Na curva 9 só pensava nele. São emoções difíceis de gerir quando se anda a 340/km/h e é preciso concentração. É duro, mas é o nosso trabalho. Não pensei em não correr, só quis vencer pelo Jason», defendeu o líder do Mundial, Fabio Quartararo (Yamaha), que subiu ao pódio coberto pela bandeira suíça e correu com o nome do companheiro escrito no capacete.


«Se tivesse morrido um piloto de MotoGP não teríamos corrido. Creio que se lidou com a situação com demasiada ligeireza», atirou Francesco Bagnaia (Ducati), lembrando a morte de Marco Simoncelli, no GP da Malásia de 2011, onde a bandeira vermelha foi acionada.

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