Motor de combustão a hidrogénio no Toyota GR Yaris

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Por AF 03-12-2021 11:43

Desde 1992 que a Toyota desenvolve o Fuel Cell, ou pilha de combustível, tendo produzido nove gerações sucessivas, embora só a penúltima tenha chegado ao mercado, com a primeira geração do Mirai, em 2014.

O modelo vendeu 10.000 unidades, só 900 matriculadas na Europa, onde a rede de abastecimento de hidrogénio é ainda escassa. Nada que preocupe os japoneses, empenhados agora na promoção da segunda geração do Mirai, muitíssimo evoluído face ao carro que saiu de cena. Enquanto acelera na criação de alternativas.

O motor de combustão a hidrogénio é uma das possibilidades já em testes, primeiro no Corolla Sport que participou em provas do campeonato de resistência japonês com a Toyota GAZOO Racing, e agora com Toyota GR Yaris.

Qual a diferença?

Os veículos eletrificados a célula de combustível, como o Mirai, usam uma célula de combustível na qual o hidrogénio reage quimicamente com o oxigênio do ar para produzir eletricidade que alimenta o motor elétrico. Já os motores a hidrogênio, como esse do Corolla Sport, geram energia por meio da combustão do hidrogénio. Para isso, o protótipo GR Yaris H2 usa o mesmíssimo 1.6 litros e três cilindros em linha do modelo de estrada, mas modificado com novo sistema de alimentação e de injeção, para utilizar o hidrogénio como combustível,

A principal vantagem apontada pela Toyota é, obviamente, a de ausência de emissões de dióxido de carbono (CO2) no seu funcionamento – apesar da combustão de pequenas quantidades de óleo do motor durante a condução.

A marca explica ainda que o motor é reforçado, uma vez que processo de combustão nos motores a hidrogénio ocorre com uma maior intensidade do que nos motores a gasolina, daí resultando uma resposta melhorada em condução desportiva, e sem abdicar da nota de escape e a sonoridade típica dos motores de combustão.

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