Híbridos 'plug-in'? Eis as dúvidas mais frequentes

Especialista da Seat explica quais são as vantagens

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Por AUTO FOCO 13-01-2022 16:15

Atualmente, três em cada dez automóveis vendidos na União Europeia são híbridos, segundo os últimos dados divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).

Os modelos híbridos ‘plug-in’ (PHEV – de recarga externa) são uma das tendências dominantes, apesar de suscitarem vários tipos de dúvidas ou de questões, nomeadamente acerca da autonomia 100% elétrica, se são ou não adequados para trajetos longos, quais os tempos de recarga, como funciona a recuperação da energia ou como reagem às baixas temperaturas.

César Méndez, responsável de I&D da Seat, esclarece: «a vantagem dos PHEV está em não dependerem do motor de combustão para recarregarem a bateria». E adianta: «o Tarraco e-Hybrid, por exemplo, atinge uma autonomia 100% elétrica de 49 quilómetros, pelo que poderá efetuar a maioria dos trajetos diários nesse modo. Graças à eficiente combinação dos dois motores (combustão e elétrico), os trajetos de média e de longa distância também podem ser enfrentados sem qualquer problema. A autonomia total chega aos 730 quilómetros», garante.

Quanto aos tempos de recarga «tudo dependerá do cabo e da corrente máxima disponível (…)». Se se recorrer a uma 'wallbox' doméstica «otimizam-se as condições de carga, permitindo repor a capacidade da bateria em apenas três horas e meia», diz o mesmo responsável.

E como é que funciona a recuperação de energia? César Méndez esclarece: «ao retirar-se o pé do pedal do acelerador, o motor passa a funcionar como um ‘gerador’, aproveitando a inércia do veículo. Por outro lado, quando se pressiona o pedal de travão, o motor também passa a atuar como um gerador numa primeira fase, ao regenerar a energia dessa mesma travagem».

Quanto às baixas temperaturas, mais comuns nos países nórdicos, César Mendéz refere que «não existe qualquer problema». E conclui: «se os componentes do sistema de alta tensão estiverem sob temperaturas abaixo dos 10ºC negativos, só o motor de combustão é que trabalhará. Após alguns quilómetros, superada essa temperatura, o motor elétrico entrará em funcionamento».

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