Misturando os rasgos imaginativos e as formas fluídas do protótipo Monza Concept (2013), a Opel criou nova geração do topo de gama Insignia que se impõe na estrada pelas generosas dimensões e bem conseguidas proporções, com afilado coeficiente aerodinâmico (0.26) e vias mais largas a darem vida a uma carrinha que disfarça bem os mais de 4,9 m de comprimento. Tudo pensado em privilégio da otimização daquele que foi Carro do Ano Internacional em 2009, através de uma dinâmica superior e do reforço dos argumentos para contendas familiares.
Neste primeiro teste nacional à versão equipada com motor 2.0 Diesel de 170 cv e nível de equipamento topo de gama, Innovation, rapidamente sobressaem os resultados da redução do peso (na ordem dos 200 kg) em conjunto com excelente posição ao volante, conseguida graças a amplos ajustes do volante e banco. Ao nível dos olhos, tablier com costuras e fina camada de pele que ajuda a elevar a sensação de qualidade, cuja perceção dos materiais desce de forma considerável à medida que baixamos o olhar e lhes r rcomeçamos a tocar. Sim, são estas as principais diferenças entre marca generalista e os tão afamados premium, mas que também permitem ter uma carrinha de grandes dimensões para usufruto familiar, generosa oferta de equipamento e algumas mais-valias entre os extras e personalização, a preço expressivamente inferior aos referidos de alto estatuto.
Mas, de facto, embora exista esforço evidente da Opel em dar boa impressão de si no seu topo de gama, há a registar os ruídos oriundos da base projetora do estreante head up display (opcional) ou ainda colunas de som que não estão plenamente ajustadas às superfícies. Falhas nos acabamentos que a marca poderá corrigir com o avanço da produção.
Bem sentado, o condutor tem ao seu dispor diversas ajudas (de série) incluídas no Pack Opel Eye, caso de travagem de emergência, alerta de aproximação ao veículo da frente (com valor em segundos, para melhor ideia da distância) ou assistente ativo de faixa de rodagem – este também não aguenta mais que meros cinco segundos sem pedir intervenção do condutor, com atuação que nunca centra o carro com a faixa, mas sim empurrando-o até à linha do lado contrário.
A presença de sistema de navegação e restantes funções e ajustes do veículo em visor tátil central, ou os novos faróis LED ativos (com 32 elementos) e exímios, quer no alcance (até 400 metros), quer na forma de gerir a iluminação à presença dos outros veículos na estrada, são importante mais-valias do novo Insignia. Novidade na gama, a possibilidade de aquecimento dos bancos laterais traseiros.
E, olhando para trás, facilmente se percebe a imensidão de espaço reservado para os ocupantes do banco posterior, com 80 cm reservados para pernas, um metro de altura até ao tejadilho e largura farta para bom acolhimento, com reforço do bem-estar e conforto em viagens longas, até porque a Opel volta a insistir em bancos algos firmes. Lá mais atrás, bagageira que cresce 20 litros em relação ao modelo anterior, com os 560 agora anunciados a descobrirem-se por intermédio de portão de abertura e fecho elétrico – com a curiosidade de projetar no chão imagem que indica o local certo para se usar o pé na operação de abertura automática do portão, estando-se com as mãos ocupadas. Mediante toque, a chapeleira eleva-se os centímetros suficientes para se aceder à zona mais imediata da mala. Mas há que voltar a puxá-la para a base, uma vez que o fechar elétrico do portão não inclui esta funcionalidade, pelo que muitas foram as vezes em que a chapeleira ficou a tapar a visibilidade do retrovisor interior.
Apenas pormenores de hábito. Pena, sim, que a chapeleira não seja mais fácil de operar... O muito prático rebatimento 40/20/40 requer custo extra (150 €). Com costas rebatidas, mais de 2 m disponíveis até aos bancos dianteiros! A referida redução do peso, esticar das vias e até os 29 mm a menos na altura (com o condutor sentado 3 cm abaixo ao modelo da anterior geração) muito ajuda à melhor perceção das reações coerentes e seguras que surgem deste chassis rígido e bem estruturado. Os comandos são agora mais leves e o Diesel de 170 cv trabalha de forma bem mais despachada, em particular nas retomas de velocidade que ajudam a conferir fluidez em condução citadina (era ponto fraco no modelo que agora sai de cena). Os consumos médios rondam os 6,8 l/100 km.
O conforto também é uma das notas dominantes desta carrinha, cuja suspensão pode ganhar sistema de amortecimento variável (1000 €). Com as opcionais rodas de 18 polegadas presentes na unidade testada e suspensão convencional é ótima a estabilidade em todo o género de estrada e as reações são sempre previsíveis, com o bem-comportado eixo dianteiro a gerir muito bem as potencialidades do motor, agora também com menor ruído a chegar ao habitáculo, o que define as melhorias no refinamento desta geração do Insignia.