A chegada do novo A1 tem tudo para agitar o segmento compacto premium. Embora mantenha as dimensões de utilitário da primeira geração, o mais pequeno dos Audi cresceu em todos os outros sentidos. Na imagem, mais encorpada e até desportiva, na plataforma, mais moderna e competente, nas motorizações, mais enérgicas e eficientes, e nos conteúdos, com qualidade e tecnologia superiores. Em todos estes elementos bastante mais próximo do atual A3, superando-o até nalguns, o A1 exibe um enorme salto qualitativo face ao antecessor.
Nas dimensões exteriores, o A1 tem mais 5,6 cm de comprimento, mais 1,1 cm de altura e é apenas mais estreito 0,6 cm. E a nova base técnica acrescenta-lhe 9,4 cm entre eixos.
Assim, no habitáculo o espaço é amplo, os bancos dianteiros são confortáveis e dispõem de múltiplas regulações que permitem ao condutor definir ótima posição ao volante, apesar de a visão à retaguarda ser beliscada pela dimensão estreita do óculo. Fora isso, quase tudo na ergonomia foi bem calculado, como se perceciona pela modernidade do ambiente digital. Diante do condutor encontra-se um painel de 10,25’’ (se se optar pelo Virtual Cockpit acrescentam-se mais funções e outros grafismos) e na consola central um monitor tátil 8,8’’ (10,1’’ em opção), este igualmente inclinado para o lado do automobilista para que o controlo das funções de infoentretenimento seja facilitado, assim como a sua leitura.
No lado do passageiro foi colocado um botão extra para o controlo do volume áudio (junto ao seletor da caixa, à direita), ao qual o condutor nem sempre chega com facilidade, pelo menos se estiver engrenada a 1.ª, a 3.ª ou a 5.ª relação, devido à obstrução do seletor. Neste caso, é melhor fazê-lo através da tecla dedicada que está no volante.
A qualidade dos materiais está muito bem resolvida, embora haja forros e plásticos menos premium (na zona inferior das portas), apesar da atmosfera elegante, a inspirar confiança.
De série, a versão S line (em teste) está bem equipada (preços desde 24.966 € para o nível Base), notando-se contudo a ausência de elementos fundamentais, tais como o ar condicionado automático ou a navegação. Por 4985 €, tem-se o A1 com tejadilho em cor de contraste (a negro), sensores de estacionamento atrás, bancos desportivos, jantes em liga leve de 17’’, entre outros.
O baixo ruído de funcionamento do motor 1.0 TFSI (três cilindros, injeção direta e turbo) é um dos aspetos a valorizar, assim como o desempenho associado (leia-se prestações), reagindo de forma progressiva às solicitações do pedal do acelerador, sem defraudar as expetativas perante o rendimento previsível (116 cv, 200 Nm). O reduzido peso estrutural (desde 1180 kg) e a atuação acertada da transmissão justificam essa atitude, a suscitar até uma condução acutilante. O engrenamento é suave e preciso, embora haja menor exuberância nas retomas em 5.ª e 6.ª relação, e se se baixar para patamar entre 1500-2000 rpm, embora acima dessa rotação o motor respire à vontade, sem sobressaltos ou vibrações.
Por sua vez, a direção é levezinha a manobrar, exata e de tato suave. Ótimo! Essa qualidade é replicada pelos restantes comandos (pedais e seletor), a que se junta a avaliação do amortecimento, e isto sem prejuízo da maior firmeza nos pisos irregulares, ao mesmo tempo que o ruído de estrada também podia ser inferior (Bridgestone Turanza 215/45 R17) é um grande resultado!) e o comportamento afinado em curva, sem que haja evasivas, mesmo se se ativar o modo Sport do controlo de estabilidade (ESC)
Não existem modos de condução diferenciados (nesta versão), como é usual noutros Audi (drive select), mas o sistema pre-sense é de série (conta com aviso de colisão e travagem autónoma a baixa velocidade), assim como o alerta de mudança de faixa com intervenção corretiva a partir dos 60 km/h, neste último caso bastando ligá-lo ou desligá-lo na haste à esquerda do volante.