Motor 3.0 V6 associado a transmissão automática 9-G Tronic e apoiado por bloco elétrico de 122 cv Interior preenchido com tecnologias de topo e materiais de ótima qualidade. Neste caso, o que surpreende ainda mais é o grande silêncio a bordo A pequena tecla de cima (ilustrada pela bateria) controla e ativa os vários modos: Hybrid, E-Mode, E-Charge e E-Save O programa Dynamic Select propõe o modo Sport mais ‘agressivo’, alterando a resposta do propulsor, da caixa e do amortecimento Há formas diferenciadas de aproveitamento da energia, incluindo os modos Charge (recarga feita pelo motor V6) e E-Save (reservando energia) É possível monitorizar o fluxo de energia a cada instante e escolher qual o tipo de carregamento, optando ou não pela corrente máxima No ecrã de bordo é possível selecionar ou desligar os vários sistemas de apoio à condução, entre os quais o assistente ativo de faixa A capacidade da bagageira é inferior à da do S normal devido ao ‘pack’ das baterias. Existem 2 maletas (fixas por velcro) para arrumar os cabos A tomada está por debaixo da ótica traseira, à direita. Cerca de 1h30 m para apenas 20 a 25% de carga das baterias, numa ficha doméstica normal Espaço atrás é muito amplo, inclusive na distância para os encostos da frente, sendo possível destacar o formato confortável das poltronas... A sigla EQ Power é adotada por toda a família de novos modelos eletrificados da Mercedes-Benz, na qual se inclui, como é óbvio, esta variante Longa do S 560 e Comportamento dinâmico num patamar elevado Casulo é ‘à prova de bala’ e o ambiente sofisticado Suavidade, baixo ruído e grandíssimas prestações O bloco V6 a gasolina (367 cv) é apoiado por unidade elétrica de 122 cv alimentada por ‘pack’ de baterias de iões de lítio. No total, a potência atinge 476 cv

Mercedes-Benz S 560 e

Culto do silêncio

TESTE

Por João Ouro 09-11-2019 10:15

Fotos: Gonçalo Martins

Ao início é estranho, mas depois já não. A tecnologia híbrida do Classe S 560e afigura-se incontornável na avaliação desta grande limousine da marca alemã. Graças à ação e à suavidade de funcionamento da referida mecânica, a condução é tranquila e muito confortável, mesmo quando se opta pelo modo Sport do programa Dynamic Select.

Talvez seja essa a ideia mais consistente que se retira logo após alguns quilómetros, inevitavelmente traduzida pelo extremo conforto (também por culpa da suspensão pneumática) e pela tremenda eficácia da insonorização do habitáculo, o qual mais parece um casulo à prova de bala, imune a qualquer ruído proveniente do exterior. Mesmo em autoestrada e nas velocidades elevadas isso acontece (limitada eletronicamente a 250 km/h), o que só enaltece a estrutura e a própria conceção, baseada numa plataforma longa e numa distância entre eixos de 3,165 m. Nem o extenso comprimento de 5,25 metros parece fazer travar as qualidades aerodinâmicas deste Classe S, o qual se movimenta com destreza e à vontade, mesmo tendo em conta o formato e o peso acima das 2,2 toneladas (em vazio).

A mecânica híbrida não se intimida perante essas contrariedades, algo que se entende nas medições efetuadas e nos escassos 5 s até aos 100 km/h, e isto num arranque mais à bruta. Brutal e quase surpreendente, como se se estivesse a conduzir uma espécie de locomotiva, à semelhança, por exemplo, do concorrente mais próximo que é o Panamera 4 e-Hybrid da Porsche (de 462 cv). As retomas de velocidade também são muito rápidas e a atuação da caixa automática 9-G Tronic é excelente para esse propósito. Desse modo é possível alcançar apenas 2 a 3 segundos para se chegar dos 60 aos 100 km/h ou dos 80 aos 120 km/h. Num instante!

Com acelerações deste tipo é natural que as travagens a fundo sejam mais permissivas, conforme se comprova pelos 41 metros admissíveis a partir de 100 km/h. Não é um registo notável, mas a função é exercida sem que haja reações evasivas ou ruído exagerado, inclusive por parte dos Bridgestone Potenza (245/45 à frente, 275/40 atrás) com jantes em liga leve de 19’’. Como se impõe, claro, num Classe S, modelo que não é permeável a esse género de atitudes.

Autonomia elétrica perto dos 40 km

Regressemos ao início! A tranquilidade acústica a bordo pode ser ainda mais visível quando se recorre à função E-Mode estritamente elétrica, desde que haja carga suficiente nas baterias de iões de lítio e até à velocidade máxima de 130 km/h. É indicada para trajetos mais pequenos, em cidade, por exemplo, sendo possível poupar bastante dessa maneira, embora a fatura energética possa chegar a 21 kWh por cada 100 km (cerca de 3,15 €), adicionando-se ainda o gasto suplementar de 0,8 litros de gasolina. Foi o que sucedeu num percurso de 41 km exatos e sem emissões. Já antes, o computador de bordo calculava cerca de 38 quilómetros puramente elétricos com a carga a 100%.

Também é possível recorrer ao modo E-Save (reservando a energia para mais tarde) e ainda ao E-Charge, este último com o bloco V6 a efetuar o respetivo carregamento do pack das baterias. A operação não é nada demorada e o ruído é baixo, quase sem alteração, embora seja um estratagema que agrava o consumo. Mais equilibrado é o modo Hybrid normal, que conjuga de forma inteligente a ação do motor térmico com a unidade elétrica, sendo assim possível outros registos. Sem qualquer preocupação é comum obter médias à volta dos 4,2 litros por 100 km (cerca de 6,70 €), a que se junta ainda um gasto energético de 13 a 14 kWh (cerca de 2 €).

O resultado é assim bastante animador, bastando somar as parcelas para um total de 8 a 9 € por 100 km, algo pouco comum numa berlina deste género, ainda para mais tendo em conta o enorme poderio mecânico em causa.

Quando a capacidade das baterias se esgota é óbvio que o consumo atinge outro patamar, quase sempre com médias próximas dos 10 litros/100 km e com 4,5 kWh/100 km por acréscimo (exemplo para 2161 km totais, dos quais 638 km em modo elétrico), podendo-se contar com a regeneração da energia nas travagens e nas desacelerações para alimentar a bateria de 13,5 kWh. Esta está colocada por baixo do piso da bagageira, algo que fez diminuir a volumetria para 395 litros (em vez de 530 litros) e mudou o formato do vão ao fundo (com degrau). É nesta zona que se arrumam também os cabos de carga (2 bolsas), sendo possível adiantar que na rede doméstica de 230V são necessárias 5 horas para efetuar a carga a 100%. Já num posto público, a marca anuncia 1 hora. Talvez o tempo adequado ou o intervalo certo para aceder às múltiplas massagens das poltronas. De luxo. 

A sofisticação inerente ao topo de gama da Mercedes-Benz está bem espelhada nesta variante de carroçaria longa (L) em análise, equipada com mecânica híbrida: unidade V6 a gasolina de 367 cv apoiada por motor elétrico de 122 cv. A conjugação das grandíssimas qualidades do Classe S (conforto, espaço e dinâmica, entre outras) combinam na perfeição com o tipo de propulsão enunciada (476 cv no total), acrescentando ainda maior suavidade na estrada e consumos médios equilibrados, sem prejuízo das prestações. Outra mais-valia é a baixa fatura energética (e de combustível) se se optar com frequência pelo modo puramente elétrico e Hybrid normal, sendo possível valores de 4,2 l e 13 kWh/100 km...

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Ficha Técnica

Caracteristicas

MERCEDES S

560 e SEDAN LONG

Motor térmico
Arquitetura 6 cilindros em V
Capacidade 2996 cc
Alimentação Inj. direta, turbo, intercooler
Distribuição 2x2 a.c.c./24 v
Potência 367 cv/5500-6000 rpm
Binário 500 Nm/1800-4500 rpm
Motor elétrico
Tipo -
Potência 122 cv
Binário 440 Nm
Bateria Iões de lítio
Capacidade da bateria 13,5 kWh
Módulo Híbrido
Potência 476 cv
Binário 700 Nm
Transmissão
Tração Traseira
Caixa de velocidades Automática, 9-G Tronic
Chassis
Suspensão F Ind. Multilink, pneumática
Suspensão T Ind. Multilink, pneumática
Travões F/T Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/12,3 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 5,255/1,899/1,494 m
Distância entre eixos 3,165m
Mala 395 litros
Depósito de combustível 63 litros
Pneus F 8,5jx19-245/45 R19
Pneus T 8,5jx19-275/40 R19
Peso 2225 kg
Relação peso/potência 4,67 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 250 km/h
Acel. 0-100 km/h 5 s
Consumo médio 2,8 l/100 km
Emissões de CO2 57 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/30 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 531,44 €

Medições

MERCEDES

Acelerações
0-50 km/h 2,2 s
0-100 / 130 km/h 5,2 s
0-400 / 0-1000 m 7,8/13,4 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 2,4 s
60-100 km/h (D) 3,0 s
80-120 km/h (D) 3,2 s
Travagem
100-0/50-0km/h 40,2/10,1 m
Consumos
Consumo médio 4,2 l/100km
Autonomia 630 km

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