Por agora, o foco de atenções da Fiat passa pela atualização do 500 lançado em finais de 2007 (com restyling profundo em 2016), cuja principal novidade consiste na adoção de nova mecânica a gasolina com tecnologia mild hybrid, permitindo colar o logo ‘Hybrid’ na traseira do citadino.
Sob o capot, nova unidade de três cilindros a gasolina da família FireFly, de apenas uma árvore de cames e não mais de 6 válvulas, de 1 litro de capacidade, a render 70 cv de potência. Mecânica que acompanha os primeiros passos da eletrificação na gama do construtor italiano ao estar acoplada a um pequeno motor elétrico do género BSG (Belt-integrated Strarter Generation), solução que permite aproveitar a energia regenerada (proveniente das desacelerações e travagens), armazenando-a numa pequena bateria de iões de lítio de 3,6 kW, colocada sob o banco do passageiro. O motor elétrico, de 5 cv de potência, não permite que o 500 se desloque apenas em modo elétrico, com os ganhos de atividade a estarem relacionados com redução de consumo e reforço do desempenho.
A explorar este conjunto encontra-se uma também nova caixa manual de 6 velocidades, de manuseamento dócil, que é parte ativa na sensação de leveza e serenidade com que o 500 Hybrid se desenvencilha entre o trânsito citadino. O motor, não querendo ser um ás da performance, tem na enorme elasticidade e vivacidade nos baixos regimes (onde mais se sente a entrega e suporte do motor elétrico) qualidades que acompanham a cosmopolita fluidez dinâmica. Para podermos dar uma ideia da disponibilidade do 3 cilindros atmosférico, é normal a gestão eletrónica da mecânica pedir que se engrene a 6.ª velocidade assim que alcançados os 60 km/h!
É no painel de instrumentos digital que encontramos muita e útil informação sobre o trabalho deste conjunto mild hybrid, com atraente grafismo sobre fluxo da energia, carga da pequena bateria e ainda dados sobre a quantidade de energia regenerada ao longo do percurso. Outra das capacidades deste conjunto semi híbrido está no desligar do motor (função start-stop, bastando colocar a caixa em ponto-morto) assim que se baixe dos 30 km/h, com os condutores mais distraídos a serem lembrados desta função através de luz indicadora na instrumentação.
Com este importante conjunto de novidade técnicas, não é de estranhar que o computador de bordo mostre valores de consumo não acima dos 5,5 l/100 km, mesmo em cidade, valor que pouco sobe quando levado para autoestrada – e se a condução for relaxada, com trocas de caixa em regimes baixo, é possível que o consumo se fique pelos 4,5 l/100 km! Fora das urbes há que ter em conta o modesto valor de binário (apenas 92 Nm) para que não se estranhe a necessidade de engrenar a 5.ª velocidade (ou 4.ª) com frequência para aumento de velocidade – basta consultar os valores das recuperações aferidos na nossa habitual sessão de medições para perceber que este é um motor nascido para poupar, e não para performance.
Como que para comemorar este primeiro passo da eletrificação, a Fiat acompanha o 500 (ou o descapotável 500C, no caso da unidade testada) com versão de lançamento Launch Edition, com logo e cor específica (entre as opcionais pinturas metalizadas) inspirados em gota de orvalho. Os estofos seguem a filosofia de sustentabilidade ambiental, com 10% da percentagem do tecido reciclado ser proveniente de plástico retirado do fundo do mar (etiqueta Seaqual).
As jantes de 16’’ e os principais elementos ligados à conectividade (serviços Uconnet Live e ligações Apple CarPlay e Android Auto) são de série, mantendo-se a vasta oferta de personalização da restante gama. À data deste teste, o importador nacional tem a decorrer campanha com oferta de ar condicionado automático e sistema de som Beats, bem como desconto de 2000 € mediante retoma. A garantia geral é de 4 anos sem limite de quilometragem.