Motor a gasolina e dois elétricos, um por cada eixo, no RAV Plug-In. Garantida autonomia para quase 100 quilómetros sem gastar uma gota de combustível. Potência total de 306 cv.
A Toyota tem plano de eletrificação ambicioso. A marca tornou-se a referência na indústria automóvel na democratização das tecnologias híbridas, mas continua a privilegiar a fórmula autorrecarregável à tecnologia do recarregamento externo, e abrindo passagem para a concorrência acelerar tanto no desenvolvimento como na produção de automóveis sem mecânicas térmicas. Por isso, mudança de velocidade em perseguição ao pelotão da frente, com a promessa de lançamento na Europa de dez automóveis sem emissões de escape até 2025 e versões Plug-In em todos os modelos-chave.

O Toyota RAV4 é só o SUV mais vendido no Mundo - desde a introdução, em 1994, registaram-se mais de 10 milhões! - e, agora, pela primeira vez, encontra-se disponível numa versão híbrida de ligar, sendo apenas o segundo automóvel da marca a apresentar-se equipado com esta tecnologia, depois do Prius. Neste, o foco estava em ampliar a autonomia de condução elétrica usando uma bateria de alta tensão maior e juntando-a ao comprovado motor elétrico de 53 kW do modelo híbrido. Em contrapartida, o RAV4 usa um motor mais potente juntamente com uma bateria e inversor maiores para gerar significativamente mais potência e para poder cobrir distâncias muito maiores e atingir velocidades mais elevadas em modo elétrico.

Como base técnica, mecânica 2.5 a gasolina (185 cv) apoiada por motor elétrico nos dois eixos (de 182 cv à frente, e de 54 cv atrás), configuração responsável por tração integral, e bateria de iões de lítio com 18,1 kWh de capacidade - carrega-se em 7h30 em tomada doméstica, mas o carregador de bordo admite potências até 6,6 kWh; encontrando-as, a operação pode realizar-se em menos de 3h.
O rendimento máximo do sistema atinge os 306 cv (225 kW) - mais 38% do que o RAV4 Hybrid -, permitindo uma aceleração de 0-100 km/h em 6,0 segundos; 2,1 segundos mais rápido do que o híbrido. Mas, mais do prestações puras, a agradabilidade na condução nos trajetos urbanos e extraurbanos de todos os dias melhorada, por exemplo, com uma potência superior em 50% a uma velocidade de 60 km/h.

Em modo exclusivamente elétrico, o desempenho é comparável a um modelo a gasolina de 2,0 litros (0-100 km/h em 10 segundos), sendo que este RAV4 Plug-In arranca sempre como EV e atinge 135 km/h com o motor térmico parado. A autonomia homologada é de 75 km sem qualquer consumo de gasolina e também zero emissões de escape, com consumos entre os 17,5 e os 18 kWh/100 km. E, no ciclo de condução em cidade, fizemos quase 100 km!
Além do modo EV, o RAV4 Plug-In tem outros três modos operacionais diferentes no seu sistema híbrido: HV (veículo híbrido), auto HV/EV e modo de carregamento A sua base de funcionamento é puramente elétrica, modo a que dará sempre prioridade mesmo com uma utilização intensa do pedal do acelerador. Quando o limite da autonomia elétrica é atingido no modo EV, o veículo muda automaticamente para o modo HV. Já no modo EV/HV, o sistema híbrido entra em ação automaticamente quando é necessária energia extra, por exemplo, sob aceleração brusca e repentina, sendo o modo EV restaurado logo depois.

O modo de carregamento da bateria ajuda a restaurar o nível de carga da mesma quando este está demasiado baixo, indo buscar energia ao motor térmico. Parece simples…
A propulsão tem quatro modos de funcionamento e também existem quatro modos de condução: Eco, Normal, Sport e Trail, com o último a acionar o sistema 4x4. A distribuição de binário entre a dianteira e a traseira é otimizada automaticamente de acordo com as condições de condução e do piso, com função de bloqueio automático para o diferencial, em situações mais desafiantes em todo-o-terreno - trava a roda que está a girar livremente e direciona o binário para a roda em contacto com o solo para ganhar tração, enquanto ajusta automaticamente a resposta do acelerador e o padrão das passagens de caixa de velocidades.

Dinamicamente, o Plug-In usa a mesma suspensão traseira com triângulos sobrepostos do híbrido normal, afinada para proporcionar conforto, que é nota dominante neste SUV, que é também dos mais práticos e espaçosos do segmento, tanto para ocupantes como para bagagens (520 litros).
Em estreia, controlo remoto de funções do veículo através da app MyT - caso da definição dos períodos de carregamento da bateria.
Mantendo o rigor construtivo e a fiabilidade mecânica, bem como as qualidades de veículo familiar por excelência, espaçoso e funcional, agora com capacidade para percorrer até quase 100 km sem gastar uma gota de combustível, os trunfos da nova versão Plug-In do SUV mais vendido do mundo não se esgotam nas credenciais dinâmicas excecionais do sistema híbrido que atinge os 306 cv: mais potente, só o Supra (340 cv)…!