O sucesso, consubstanciado em mais de 235 mil unidades vendidas em 15 anos, promete continuar com a forte resposta ao mercado, indo de encontro aos utilizadores de todos os dias, sobretudo homens entre os 35 e os 54 anos, com experiência de condução. Motociclistas que valorizam design, performance e qualidade, e que são alvo principal desta máquina, dos quais cerca de 40% trocaram a TMAX… pela versão seguinte. Fidelização que representa desafio acrescido para a Yamaha cuja indispensável inovação não podia (pelo menos não devia…) chegar a ser autêntica revolução.
Por isso, não são de estranhar opções estéticas com linhas mais agressivas desde os faróis dianteiros, mas sem romper com ADN de desportiva sobriedade. Traço de união patente no boomerang que faz a ligação entre as duas rodas, imagem de dinamismo que perdura desde a primeira versão.
Resposta inequívoca aos utilizadores, evidenciando estilo e qualidade, como às rivais, deixando claro que não está disposta a abandonar o trono e não menos importante, mensagem clara a mercado de evidentes sinais positivos. Mais: perante tantos e tão diversos desafios, a Yamaha lançou não uma renovada TMAX, mas três propostas diferenciadas, permitindo escolher entre a agilidade da versão standard, o sentimento desportivo da SX ou o luxuoso conforto da DX.
Resposta a todas as necessidades em modelo de fortíssimo carisma, que ganhou argumentos transversais a toda a gama, do acrescido espaço debaixo do banco, agora capaz de acolher um capacete integral ou dois jets – apesar das dimensões exteriores mais compactas – até à iluminação integral em LED, dos materiais de elevada qualidade aos cuidados acabamentos incluindo estreante smart key em scooters.

A imagem ganhou também em sinais tecnológicos, do pivô do braço oscilante à tampa do motor visível lado direito, da suspensão invertida às pinças de travão radiais, notas que transportam de imediato para o capítulo da ciclística onde pontua o redesenhado quadro, importante contributo para a redução do peso total em 9 kg.
As suspensões ganharam novas molas e o resultado traduz-se na maior amplitude de eficácia, pronta a limar os pequenos ressaltos das estradas sul-africanas nos arredores de Cape Town, garantindo, por outro lado, absoluta precisão quando as curvas desfilam a ritmos alucinantes como na impressionante passagem montanhosa de Franschhoek ou nas belíssimas e divertidas estradas costeiras.
Altura para aferir o – excelente – comportamento da travagem, de enorme potência e sensibilidade, bem como a eficácia do acelerador eletrónico, o primeiro numa scooter da Yamaha, de enorme precisão, oferecedor de controlo absoluto da roda posterior. Sendo que, em caso de exagero ou repentina mudança das condições de aderência, está lá o controlo de tração (que pode ser desligado), permitindo ritmos que muitas motos convencionais da mesma cilindrada ou até superior terão muita dificuldade em acompanhar.
‘Ride by wire’ que permitiu a montagem de dois mapas de motor (D-Mode) nas versões SX e DX, com sensações e prestações bem diferentes, dos 39 cavalos no modo T – que pode ser de Touring ou Town… – entregues de forma muito progressiva, aos mais explosivos 45 cv da opção S (Sport).
Contributo também da ciclística profundamente renovada, com parte posterior do quadro em plástico reforçado no lugar da anterior estrutura metálica, permitindo ganho em peso e espaço interior, a que se juntou braço oscilante mais comprido, favorecendo a colocação da potência no solo.
De estabilidade inabalável e agilidade melhorada pelas mudanças na geometria da parte dianteira além das melhorias aportadas pela mais acertada distribuição de pesos, a TMAX surge com reforçados atributos dinâmicos, aumentando o fosso para a concorrência naquele que já era o seu ponto forte. Mas, como não há bela sem senão, as melhorias de comportamento penalizaram o conforto a bordo, com o banco alto e a maior largura na parte dianteira, onde estão os comandos de abertura do banco e depósito de gasolina, obrigando a conduzir com as pernas mais afastadas.
O túnel central, acolhendo depósito em posição mais adiantada, obriga a alçar a perna para subir a bordo ao invés de entrar como numa scooter tradicional. Mas não limita bom apoio dos pés, em posição natural para uma condução mais ativa colocando peso no baricentro do conjunto, permitindo ainda esticar as pernas para maior comodidade nas tiradas mais longas. Apesar das pernas e joelhos mais afastados, a ergonomia mantém-se em elevado nível, facilitando a condução em cidade como em estrada, da atitude mais turística e contemplativa na costa mais a sul do continente africano aconselhada pelo modo D, à enorme diversão em direção a Lions Head permitida pelo modo S.
Suavidade ou resposta pronta, sempre com enorme equilíbrio e sem vibrações incomodativas, refletidas na sonoridade transmitida pelo escape mais curto e compacto. E que encoraja a aproveitar ao máximo todas as potencialidades dos Dunlop Roadsmart III e, mais ainda, dos Bridgestone Battlax SC montados na DX. Versão mais requintada que conta ainda com prático cruise-control de fácil utilização, ecrã regulável eletricamente e punhos e banco com aquecimento.