A Porsche parece estar rendida a todo um novo mundo de estreantes tendências. Não só pela diversificação dos formatos de carroçarias, como seja o caso deste novo Sport Turismo do Panamera, como à massificação de tecnologia híbrida plug in.
O Sport Turismo, que agora chega ao mercado nacional, encarrega-se de estilizar a berlina Panamera ao melhor conceito Shooting Brake, como que fugindo à tentação de se apresentar como mais uma carrinha topo de gama.
Com perfeita leitura do mercado e da especificidade em si criada para clientes deveras exigentes, a Porsche derivou o design da berlina Panamera em formato mais versátil e que apelidou de Sport Turismo, fugindo à habitual tendência de criar uma… simples carrinha.
Até chega a parecer mais curta ao olhar, mas o certo é que o Sport Turismo partilha o comprimento com a berlina, apenas diversificando os conteúdos do pilar B em diante. A linha mais direita do tejadilho beneficia o espaço em altura dos ocupantes traseiros, que podem ser no máximo dois ou três, consoante a especificação de bancos escolhida.
Aproveitando as novas formas exteriores, lugar a funcionalidades acrescidas, não só na amplitude do acesso ao banco traseiro, como no incremento do volume da mala, crescendo 20 litros (total de 425 no híbrido e 520 nas versões só com motor a combustão). Também melhor ficou o plano de acesso à bagageira, já quase sem degrau entre o fundo e a zona inferior da carroçaria. Hipótese, ainda, para o rebatimento tripartido (e elétrico) das costas do banco traseiro (60:20:40) com plano de carga direito e funcional. À semelhança das carrinhas puras, existe uma cortina/chapeleira a cobrir o conteúdo do compartimento de carga, a qual se eleva automaticamente aquando a abertura elétrica da tampa da bagageira.
O Sport Turismo soma exclusividade e presença em estrada, com os responsáveis da Porsche a estimarem quota de mercado na ordem dos 30% para esta pseudo carrinha, que custa cerca de 3000 euros mais às motorizações equivalentes da berlina.
Entre as novidades técnicas adotadas para conjugar as capacidades dinâmicas de modelo de luxo que não tem direito a falhas no currículo, presença de spoiler traseiro ativo no topo da tampa da mala que se eleva automaticamente acima dos 170 km/h para assegurar superior carga aerodinâmica sobre o eixo traseiro, melhorando estabilidade aquando velocidades elevadas. Se presente o opcional teto de abrir panorâmico, e de forma a evitar a criação de turbulência a bordo, o spoiler eleva-se em ângulo ainda superior.
Este novo mundo de estreantes tendências estende-se não só à diversificação dos formatos de carroçarias, como também à massificação da tecnologia híbrida plug in. A versão 4 E-Hybrid, com V6 biturbo de 330 cv auxiliado por unidade elétrica de 136 cv (a partir de 120.093 €) possibilitando o carregamento das baterias de iões de lítio via tomada doméstica (estão previstas cerca de 6 horas de carregamento a ligação de 230V e 10A, tempo que pode ser reduzido a cerca de duas horas e meia a 32A), possibilita que se rode em modo puramente elétrico até aos 140 km/h quando selecionada a função E-Power. Utilizado em modo Híbrido Automático, o sistema apresenta excelente otimização das fontes energéticas, desligando sempre que possível o motor térmico e apoiando-se o máximo no elétrico de ‘zero emissões’. Este trabalho passa pela caixa automática de 8 velocidades, em atitudes que variam da máxima discrição de atuação, a respostas prontas e acelerações vigorosas, bem ao estilo do que o cliente Porsche espera de modelo da marca, mesmo de etiqueta ecologicamente correta.