Talvez se possa estranhar a escolha da Land Rover por um motor de 4 cilindros a gasolina (e não qualquer outro V6 ou acima disso...) para conjugá-lo com unidade elétrica de maneira a propor uma versão híbrida de recarga externa (plug-in) no topo de gama Range Rover. De facto, essa é a grande novidade na revisão da atual geração, cabendo por inteiro esse compromisso nas tendências em vigor, as quais tendem a diminuir a pegada ambiental e a baixar consumos, numa mudança de paradigma a partir da qual as versões Diesel começam a definhar.

Tudo junto para atenuar as prováveis alterações climáticas e a favor do Planeta azul, tão azul quanto a cor da versão 2.0 Si4 PHEV/P400e que guiámos a partir do monumental palácio de Blenheim, em Woodstock, no Reino Unido (da família Churchill, onde nasceu Sir Winston), não sem antes atravessar um curso de água da propriedade em modo híbrido (paralelo), a par doutras incursões off-road exigentes (com lama incluída), a testemunhar que se trata de um Range Rover como qualquer outro, sem abdicar das usuais credenciais TT.

E assim é! Mesmo que a referida expedição possa ser mais amigável e menos ruidosa, sendo igualmente possível configurar vários programas de condução (no ecrã de 10’’) e optar pelo recurso à tração integral (permanente) com várias ajudas eletrónicas, inclusive com bloqueio/desbloqueio automático dos diferenciais através do ângulo da direção e da posição das rodas. É muito fácil superar qualquer tipo de obstáculo e o conforto em trial é elevado, graças (também) à suspensão pneumática de altura variável. E isso até chegará a espantar os mais céticos.
Já em estrada há outro dado que interessa referir, nada menos que a possibilidade de guardar a energia elétrica das baterias (iões de lítio, de 13,1 kWh) através da função SAVE, para utilizar num trajeto mais adequado, por exemplo em ambiente urbano. Dessa maneira é possível gerir a anunciada autonomia de 51 km do modo zero emissões, ao mesmo tempo que com um simples gesto se aciona a abertura automática da cortina do teto panorâmico. Basta deslizar a mão e sem tocar em qualquer botão. Para olhar o céu em... silêncio!

O head-up display, por exemplo, também garante imagem mais nítida e melhor definição (a cores, de 10’’) com dados-chave projetados numa área duas vezes maior do que antes. E é assim por todo o habitáculo: mais luxo, detalhes premium e sofisticação à Range.
Voltando à condução, o modo híbrido paralelo (normal) conjuga a atuação do motor a gasolina e do elétrico (404 cv) e a sensação é a de que a mecânica chega e sobra para tanto peso. É fácil admitir que progride bem (640 Nm) e que exibe ótima resposta, à medida de uma dinâmica sem falhas. Não chegará à excelência doutros V6/V8 da gama, mas a ideia também não é essa, lá está, surgindo antes como alternativa válida (e limpa) a certas versões Diesel. E, em teoria, com consumos doutro tipo.