Porsche Taycan Cross Turismo

Sem igual!

Apresentação

Por Paulo Sérgio Cardoso 07:00

Cross Turismo é nome escolhido pela Porsche para dar vida à carroçaria mais versátil do seu primeiro veículo 100% elétrico, o Taycan. Assemelha-se a uma carrinha de formato Shooting Brake, que não dispensa maior altura ao solo, tração integral e reforçados méritos familiares. À venda a partir de 99.718 € com bateria de 93,4 kWh e potências que vão dos 476 aos 761 cv.

Com o Taycan Cross Turismo, a Porsche reforça a sua já fortíssima identidade entre os desportivos 100% elétricos, ao somar carroçaria que amplia o espetro de ação da luxuosa berlina. Aliás, cruzando o formato familiar (que não é de SUV) e as aptidões dinâmicas, é difícil encontrar no mercado um concorrente direto para o Taycan Cross Turismo…

O formato com laivos de Shooting Brake abre portas a um habitáculo que oferece mais espaço em altura nos lugares traseiros, bem como acesso facilitado pela menor intromissão da zona da linha descendente do tejadilho. Some-se a versatilidade da abertura do quinto portão traseiro ao acréscimo da capacidade da mala, que com mais 39 litros no formato base face à berlina Taycan, alcança no Cross Turismo 446 litros, extensíveis até generosos 1212 litros mediante o rebatimento (tripartido) dos encostos do banco traseiro, que dá origem a uma superfície de carga plana. Na linha de acessórios, a Porsche propõe algumas soluções extra de arrumos e divisão do compartimento de carga, bem como sistema exterior de transporte traseiro de bicicletas, preparado para acondicionar um máximo de três unidades e até 50 kg.

Além do formato, a imagem do Cross Turismo surge diferenciada pelas aplicações plásticas em torno das cavas de roda e zonas inferiores laterais da carroçaria que lhe conferem ar de aventureiro, podendo o cliente optar por opcionais barras longitudinais no tejadilho. Se série, todas as versões contam com sistema de tração integral e suspensão adaptativa pneumática PASM, possibilitando a elevação da altura ao solo de 20 a 30 mm acima do Taycan: os 170 mm de altura livre assinam a versatilidade extra na utilização, possibilitando circular por alguns maus caminhos fora de estrada, caso de estradas de terra batida ou de acessos mais esburacados, sem ferir a integridade física inferior da carroçaria! Além dos modos de condução convencionais – selecionados a partir de comando rotativo no volante – o condutor tem ainda ao seu dispor a função ‘Gravel’ (botão tátil localizado no monitor inferior da consola central) que prepara o Cross Turismo para essa faceta mais radical, ao atuar na suspensão e na gestão eletrónica do controlo de tração.

Nestes primeiros quilómetros realizados ao volante da todo-o-poderosa versão Turbo S, com o conjunto dos motores elétricos a debitar um máximo de 761 cv/1050 Nm em overboost, veio ao cimo a excelente capacidade estradista do Taycan, ao mesmo tempo que a Porsche conseguiu incutir a um grande e pesado ‘elétrico’ o tato e a agilidade dinâmica experimentada nos restantes desportivos ‘a gasolina’ da marca. Não obstante a reduzida eficiência dos motores elétricos em cenário de autoestrada, o Taycan consegue rodar com médias em torno dos 24 kWh/100 km, fazendo com que a bateria possa durar cerca de 300 km, valor que se poderá estender até cerca de 400 km numa utilização por cenários mais diversificados. Para as restantes versões (4, 4S e Turbo) a Porsche anuncia autonomias a rondar os 450 km – face à utilização de uma plataforma elétrica de 800V, os Taycan estão preparados para velocidades de carregamento de até 270 kW. Se ligado a 50 kW, precisa de 1h30 para abastecer 80% da bateria.

O interior da gama Taycan concentra a maioria das funcionalidades nos dois monitores táteis da consola central, estando o inferior mais dedicado às funções da climatização. À frente do passageiro, pode igualmente surgir um terceiro ecrã para acesso mais direto às regulações do sistema multimédia. Mesmo com a maioria dos painéis interiores revestidos a pele, o interior e os pormenores/acabamentos do Taycan não transitem igual sensação de qualidade e robustez face ao Panamera: por exemplo, as saídas de ventilação (fixas) não permitem direcionar a saída do ar. Exímia continua a ser a posição de condução e toda a envolvência e contacto que existe entre o veículo e a estrada, em que até o sistema de travagem incute o necessário afinco desportivo, sem penalizações táteis por parte do sistema regenerativo.

Além da estreante carroçaria Cross Turismo, tivemos igualmente oportunidade para testar a nova versão de acesso à gama Taycan, dotada de apenas um motor elétrico colocado no eixo traseiro, de 408 cv (máximo debitado em overboost) e preços a partir dos 89.263 €. Nível de potência já extremamente generoso que permite ao Taycan vincar as competências desportivas esperadas ao volante de um Porsche (mesmo que elétrico!), com boas sensações e rápidas acelerações, mesmo contando apenas com tração traseira. De série, a versão base Taycan inclui a bateria Performance de 79,2 kW que permite uma autonomia homologada para 431 km, estando disponível a opcional bateria Performance Plus de 93,4 kW (cerca de 6700 €), capaz de alargar a autonomia até aos 484 km e gerando aumento de potência máxima até aos 476 cv. Curiosamente, a Porsche anuncia iguais performances para as duas versões: 230 km/h de velocidade máxima e uma aceleração de 0-100 km/h em 5,4 segundos.

Preços e gama Taycan e Taycan Cross Turismo:

Taycan (408 cv)                    89.263 €

Taycan 4S  (530 cv)               110.866 €

Taycan Turbo (680 cv)         158.959 €

Taycan Turbo S  (721 cv)     193.399 €

Taycan 4 Cross Turismo (476 cv)          99.718 €

Taycan 4S Cross Turismo (571 cv)         116.401 €

Taycan Turbo Cross Turismo (680 cv)   160.435 €

Taycan Turbo S Cross Turismo (721 cv)         194.875 €

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