O restyling da gama Fabia não é profundo, mas existem inúmeras novidades aplicadas à berlina de 5 portas e à carrinha (Break). Quase a fazer lembrar a revolução de veludo (neste caso porque é discreta) de 1989 que dividiu a antiga Checoslováquia, originando também a queda do regime político que vigorava. Todavia, há uma série de alterações relevantes introduzidas que exprimem a aposta da marca checa numa categoria em que as berlinas hatchback e as carrinhas - variantes que resumem a oferta de carroçarias da gama Fabia - estejam em declínio, com o mercado, também no segmento B, a desviar-se para um regime totalitário ditado pelos SUV/crossover.
Mas, para já, é a atualização do Fabia que interessa, quer pela revisão ao nível da imagem exterior (grelha, óticas e para-choques, entre outros elementos), quer pela adoção de outros materiais e revestimentos internos (nos bancos, tablier, consola e painéis das portas).
O habitáculo beneficia dessas melhorias, a que se acrescenta o novo de senho do painel de bordo (instrumentos) à frente do condutor e, pela primeira vez, um ecrã tátil de 6,5’’ no centro do tablier, a cores, no qual se operam os diversos sistemas de áudio, de infotainment e conectividade propostos (Swing Plus é novidade).
Na vertente tecnológica destaca-se ainda a inclusão de luzes diurnas LED (médios/máximos LED em opção, com função de curva) e o recurso a novas ajudas eletrónicas à condução, a saber: ângulo morto, alerta de tráfego à retaguarda e luzes automáticas, além da câmara traseira, cruise control adaptativo e Front Assist com travagem automática. Nos motores, novidade é a inclusão de filtro de partículas nos blocos 1.0 TSI, a par da gestão eletrónica revista. Na República Checa, a partir de Praga, guiámos as derivações de 95 cv e 110 cv (ambas na Break), a última a ditar maior energia e resposta uniforme desde baixa rotação, sem prejuízo do equilíbrio dinâmico, este quase equivalente em ambas. A caixa DSG (1700 €) está bem ajustada ao TSI de 110 cv, tratando-se, previsivelmente, da escolha mais acertada. O ruído da mecânica nem sequer é elevado. Quase de veludo!
A versão Monte Carlo do Fabia
A versão Monte Carlo do Fabia não é novidade e também beneficia do restyling a toda a gama. Disponível na carroçaria de 5 portas e na carrinha (Break), este nível de equipamento desportivo identifica-se desde logo pelo logótipo específico no pilar B, junto às portas da frente (montante a negro), pelo spoiler dianteiro inferior com outro desenho (também negro) e também pelo difusor traseiro especial. Mas não só. Acrescenta-se a possibilidade de adotar jantes em liga leve de 17’’ (Torino) ou de 18’’ (opção e apenas no 5 portas).
As óticas posteriores têm luzes LED com ligeira revisão gráfica e o impacto visual é ainda dado pelo contraste da cor da carroçaria em cinzento (Steel Grey) com o tejadilho a negro, embora haja outras cores, inclusive com a decoração a branco ou em prata do tejadilho, dos pilares A e das capas dos espelhos retrovisores (decoração que é transversal à gama).
No interior da versão Monte Carlo, destacam-se o formato mais desportivo dos bancos (apoios de cabeça integrados), com forro em pele sintética (carbon leather) e apoios laterais noutra cor (entre várias à escolha), o volante em pele desportivo e os revestimentos diferentes no tablier (efeito carbono).
O motor eleito é o 1.0 TSI (injeção direta a gasolina) de 110 cv, com transmissão manual de 6 velocidades ou automática DSG de 7 relações. Mecânica com prestações a condizer com a filosofia da versão. O preço estimado deverá arrancar nos 19.500 €.