Mercedes-Benz CLA

Outra estrela na constelação

Apresentação

Por José Caetano 03-03-2019 19:00

A Mercedes, em 2004, introduziu fórmula de sucesso: no CLS, associação de berlina e coupé recebida calorosamente. O modelo posicionou- se acima do Classe E e abaixo do Classe S, eliminando um vazio no topo da gama! Simultaneamente, acelerou o processo de transformação da imagem de marca, com a forma à frente da função para a produção de carros cada vez mais atrativos e excitantes que participassem quer na modernização do catálogo, quer no rejuvenescimento da média etária dos clientes. Em 2013, sobre a base da 3.ª geração do Classe A (W176), que assentava na plataforma MFA de tração dianteira, adaptação do conceito ao formato compacto, também bem-sucedida, com o CLA. Cerca de seis anos depois, lançamento da 2.ª geração.

A apresentação do CLA II segue-se à introdução do Classe A IV, em 2018, e à revisão do Classe B, com a estreia comercial da 3.ª geração em Portugal prevista para as próximas semanas. Para o arranque da carreira, na primavera, prometem-se versões a gasolina e gasóleo, com caixas manuais e automáticas e tração dianteira ou 4Matic. No entanto, de momento, confirma-se apenas o CLA 250, com 2.0 Turbo (225 cv e 350 Nm) apoiado pela 7G-DCT de embraiagem dupla, sistema que inclui função manual ativada de forma sequencial em patilhas no volante. A marca anuncia consumo médio de 6,3 a 6,1 l/100 km – respetivamente, 143 a 140 g/km de emissões de CO2, de acordo com o processo de homologação novo (WLTP).

O êxito do CLA expressa-se nos números: na 1.ª geração, cerca de 750.000 exemplares vendidos, desempenho que contribuiu, enormemente, para o sucesso na classe dos compactos. Este crescimento explica, também, a vantagem do fabricante de Estugarda no frente a frente com o rival de Munique, no mercado premium. Em produto ganhador, mexe-se apenas o q.b., modernizando- -se tanto o exterior como o interior, segundo os princípios estilísticos da Pureza Sensual, designação que identifica a linguagem do alemão Gordon Wagener no desenho de todos os Mercedes novos. A modernização da imagem não origina qualquer mudança nas proporções da carroçaria, mantendo-se a dianteira longa, o habitáculo recuado e a traseira do tipo GT. Esta combinação, associada a vários elementos diferenciadores, como as portas sem molduras ou os guarda-lamas musculados, garante-lhe apresentação muito atrativa e desportiva, somando-se-lhe, também, uma pitada de elegância, para piscadela de olho ao cliente menos progressista/mais conservador da marca da estrela.

Comparado com o antecessor, o CLA novo é maior. O comprimento aumentou 48 mm (4,640 m), a largura 53 mm (1,830 m) e a distância entre eixos 30 mm (2,729 m). Ainda assim, este Mercedes parece-nos mais compacto que o original de 2013, consequência positiva do desenho escultural assinado pela equipa de Gordon Wagener e à otimização da aerodinâmica, necessária para travagem tanto do consumo como das emissões de gases de escape! Entre as novidades, defletores com aletas longitudinais nas rodas e parte inferior quase carenada de fio a pavio – compartimento do motor, piso principal, partes do eixo traseiro e difusor. Melhorando-se o fluxo do ar, diminui-se a resistência ao rolamento e, simultaneamente, aumenta-se quer a eficiência, quer estabilidade e a precisão na condução.

O interior é high-tech e avant-garde, aproximando-se muito do que conhecemos do Classe A IV, de 2018, onde sobressai um painel revolucionário, com instrumentos digitais e monitor no centro do painel. O CLA conta com o apoio pessoal MBUX, numa versão moderna, o que significa, também, mais inteligência (entenda-se interpretação melhorada de qualquer instrução gestual ou vocal). Entre as particularidades do sistema, o software é capaz de aprender, por isso dispondo de capacidade de compreensão de maior número de informações, simples ou complexas. Adicionalmente, ignora as vozes dos demais ocupantes do automóvel e responde apenas à pessoa que ativa o programa com «Hey Mercedes». Soma-se a navegação de realidade aumentada, o Head-Up Display e o ENERGIZING COACH com recomendações personalizadas para mais bem-estar no habitáculo, intervindo quer no ar condicionado, quer na climatização, na massagem e na regulação dos bancos.

Dinamicamente, di-lo a Mercedes, o CLA cumpre a promessa sugerida pela imagem. As vias largas e o centro de gravidade muito baixo são os elementos-chave que explicam a reivindicação do título de compacto mais desportivo da marca.

Na lista de opcionais, amortecimento adaptativo e rodas até 19’’… Prova de que nenhum pormenor foi ignorado na conceção do modelo, até o ESP foi beneficiado para permitir mais velocidade em curva.

Finalmente, no campo das assistências à condução, CLA à imagem do Classe S. Entre as novidades, possibilidade de condução em modo semiautomático, em condições muito específicas, com câmara e radar a monitorizarem a estrada até 500 metros à frente do automóvel. Entre os recursos disponíveis, Controlo Ativo de Distância DISTRONIC capaz de regular, autonomamente, a velocidade, socorrendo-se da navegação para antecipar curvas, cruzamentos e rotundas, travagem de emergência e assistência à mudança de faixa de rodagem (encontra-se ativo entre 60 e 200 km/h e, transposto o limite da via de forma involuntária, condutor em alerta por vibração no volante).  

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