Skoda Scala

Golf da Skoda

Apresentação

Por Vítor Mendes da Silva 03-08-2019 09:17

Quando de forma muito pragmática nos referimos ao Scala como o automóvel que sucede ao Rapid no portefólio de modelos da Skoda, apenas meia verdade: é certo que, com posicionamento acima do Fabia e abaixo do Octavia, o novo compacto preenche aquela mesma vaga. Mas, mais importante, o facto de a chegada do Scala vir reposicionar (para cima!) a marca checa naquela competitiva categoria, onde estão feras como VW Golf, Renault Mégane & Cia.

Face ao carro que sai de cena, nenhuma dúvida, o compacto, com preços que arrancam nos 21.800 €, para as versões equipadas com o motor a gasolina 1.0 TSI de 95 cv, representa enorme salto evolutivo, no design, na qualidade de materiais que compõem o painel de bordo, nas tecnologias à disposição e na competência da dinâmica. Tudo isto sem perder pitada da fórmula de racionalidade que a Skoda aplica com sucesso em todos os modelos da sua gama: robustez acima da média, preços competitivos, versatilidade e tamanhos XL... O Scala mede 4,362 m no comprimento (12 cm acima do Golf), 1,793 m na largura e 1,471 m na altura.

A plataforma adotada é a MQB A0 do Grupo VW, comum à dos Seat Ibiza e VW Polo, algo inédito na Skoda, embora com distância entre eixos esticada (2,649 m). Por isso, é normal que o interior seja amplo, com espaço para cinco ocupantes e respetivas bagagens. A volumetria da mala é de 467 litros e pode chegar aos 1401 litros com os bancos traseiros rebatidos (60:40), valores acima de quase todos os concorrentes.

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Estilo e proporções relançam, portanto, a Skoda na categoria, mas para uma superior perceção de qualidade contam também outro tipo de materiais que encontramos na composição do habitáculo, além de poder-se contar com iluminação ambiente a dois tons, a branco ou a vermelho e sofisticados equipamentos, com o painel digital Virtual Cockpit (10,25’’) à frente do condutor e o monitor tátil (de 6,5’’ a 8’’ normais até ao máximo de 9,2’’) que está colocado no tablier.

Também há várias tecnologias de ajuda à condução, incluindo Front Assist (aviso de colisão frontal, por radar), Lane Assist e Side Assist (mudança de faixa e ângulo morto), Rear Traffic Alert (alerta de tráfego à retaguarda), Park Assist (estacionamento automático) e cruise-control ativo, além de nove airbags. Outra novidade é possibilidade da inclusão do Drive Select Mode (modos Normal, Sport, Eco e Individual), afetando a direção, motor e transmissão, além do chassis Sport com suspensão rebaixada (15 mm) e amortecimento variável.

A gama de motorizações inclui o 1.0 TSI a gasolina (3 cilindros) de 95 cv (5 velocidades, manual) ou de 115 cv (caixa manual de 6 relações ou automática DSG). A única proposta Diesel é a do 1.6 TDI de 115 cv com caixa manual (6 relações) ou DSG (7 velocidades), disponível só em junho.

Foi, precisamente, à versão a gasóleo que deitámos às mãos, para num primeiro contacto dinâmico confirmar que Scala tem base genética que é superior à do Rapid (a velhinha plataforma PQ25), além de proporções que permitem dinâmica muito mais equilibrada. A forma como o novo compacto reage às curvas em apoio equivale a mudança do dia para a noite, com muito mais estabilidade e eficácia.

O amortecimento, sendo firme, não apresenta a resposta seca à passagem em pisos mais irregularidades, que era característica notada no modelo que sairá de cena, ao mesmo tempo que o isolamento acústico está muito melhor. Ainda para o bom feeling de condução, a destacar o ótimo contributo de uma direção que, agora sim, tem peso e precisão à medida das pretensões.

A trabalhar, talvez apenas a acústica ainda exagerada do Diesel, que cumpre em matéria de prestações, mostrando-se progressivo e nada apático a baixa rotação com binário máximo de 250 Nm logo a partir das 1500 rpm. Vibrações que passam para o volante: zero!

Ainda melhores impressões deixou-nos a unidade de testes equipada com o motor 1.0 TSI com 116 cv. O mil a gasolina casa na perfeição com a ótima caixa automática DSG de 7 velocidades, que tem o condão de se adaptar a todo o género de uso. Desde logo, porque o motor a gasolina responde com generosa dose de binário, mostrando vivacidade logo desde as baixas rotações, o que permite à caixa automática trabalhar com a reconhecia eficácia nas trocas, quase sem interrupção de regime nas acelerações e nas necessárias desmultiplicações.

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