Renault EV

Regresso ao pelotão da frente

Apresentação

Por José Caetano 11-10-2019 13:05

Na Renault, tecnologia elétrica de regresso ao topo da lista de prioridades. A marca do losango iniciou a década na pole position, beneficiando da colaboração com a parceira de Aliança, Nissan, que introduziu a 1.ª geração do Leaf em 2010, apresentando quatro automóveis (quase) em catadupa: Fluence Z.E. e Twizy em 2011, Zoe em 2012 e Kangoo Z.E em 2013. Depois, programa no congelador, talvez à espera de reações de concorrentes e consumidores. O sucesso da empreitada continua dependente da massificação tanto da produção como dos terminais (privados e públicos) para o recarregamento das baterias. de iões de lítio. Em qualquer dos casos, necessidade de muitos mais investimentos. E rapidamente…

O Sport Utility Vehicle (SUV) é o formato da moda no mercado automóvel (e não só na Europa, onde acelera para quota na ordem dos 40%!). Simultaneamente, segmentos B e C registam travagens na procura. Logo, sem surpresa, nos planos de eletrificação dos franceses, encontra-se produto adaptado às exigências dos consumidores. O programa prevê produção a partir de 2023. Logo, desconhecem-se informações relevantes, como o nome do automóvel. No entanto, fontes da marca contaram-nos o essencial.

Entre as garantias, revolução no design. Laurens van den Acker, o holandês de 54 anos à frente do desenho da Renault desde maio de 2009, é o rosto por trás de projeto… Em 2017, com o estudo Symbioz, que promoveu as tecnologias de condução autónoma do consórcio francês, experimentou-se, também, mudança na imagem. O êxito do estudo explica a luz verde à reinterpretação da identidade visual da marca, baseada em linhas que expressam, sobriamente, elementos como dinamismo e potência! Estes princípios traduzir-se-ão, por exemplo, nas curvas pronunciadas da carroçaria, nas dimensões das tomadas de ar, na diminuição das superfícies vidradas e no aumento da altura ao solo. O losango manter-se-á em posição de destaque, no centro da grelha.

Pacote tecnológico

Visualmente, nos Renault com propulsão elétrica, para diferenciação dos modelos com mecânicas térmicas, faróis e farolins pequenos. Porém, dimensões mais pequenas não significam menos luz. Pelo contrário. Recorrendo-se à tecnologia LED, otimizar-se-á até a capacidade de iluminação! No interior, o Symbioz também introduziu muito do que a marca prepara para o futuro – no painel de bordo, como acontecia no estudo de 2017, instrumentos e funções do sistema de info-entretenimento concentrados num monitor panorâmico. E considerando-se o posicionamento topo de gama do SUV, conte-se com equipamento completo.

Atualmente, a Renault também trabalha na condução autónoma de Nível 4, que promoveu com o Symbioz. Estas tecnologias permitem desviar os olhos da estrada e retirar as mãos do volante, mas a disponibilidade do programa obriga a modernização na regulamentação rodoviária internacional, o que não acontecerá rapidamente. Como consequência, este SUV aproximar-se-á mais do presente que do futuro. Ainda assim, conte-se com muitas assistências eletrónicas, incluindo movimentos autónomos em autoestrada, durante os engarrafamentos em ambientes urbanos e nas manobras de estacionamento. Todavia, em todas as circunstâncias, condutores sempre vigilantes e com as mãos nos volantes!

O SUV assentará na mesma arquitetura no Nissan Leaf. O formato adapta-se a todas as necessidades da eletrificação, desde logo à colocação da bateria de iões de lítio no piso do automóvel, devido à altura livre da carroçaria ao solo. Antecipam-se dois patamares de potência (150 cv e 215 cv) e até 350 km de autonomia. Assim, condução diária mais fácil, sem necessidade de recargas muito frequentes. Este modelo admitirá tecnologias de recarregamento rápido, pretendendo-se utilizá-lo em viagens mais longas. 

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