O ano passado, para a marca da oval azul, o formato da moda representou apenas 27% das vendas de ligeiros de passageiros, mas os responsáveis do construtor correm atrás do objetivo 50%. «É crítico para o nosso sucesso. A categoria continua em crescimento e assegura margens de lucro maiores», explicou Stuart Rowley, o presidente da divisão europeia. Entre os cabeças-de-cartaz de empreitada que reflete a necessidade de regresso rápido à rentabilidade das operações no Velho Continente, quer a comercial, quer a industrial, e impõe os SUV como prioritários, regresso do nome Puma ao catálogo da marca.
O Puma recupera o nome de coupé compacto produzido pela Ford Europa, na fábrica de Colónia, na Alemanha, entre setembro de 1997 e julho de 2002. Também partilhava a plataforma com o Fiesta, tinha interior com 2+2 lugares e media 3,948 m de comprimento. Mas, na passagem de testemunho, sobrou só o nome!
O Puma regressa para batizar automóvel desenhado a partir de folha em branco, e com as medidas e proporções que justificam o posicionamento na categoria dos SUV compactos, ao lado de modelos como Renault Captur, Hyundai Kauai, Peugeot 2008 & Cia.!
O compacto baseado na plataforma do Fiesta tem carroçaria de 5 portas com cerca de 4,2 m de comprimento, acima dos 4,017 m do EcoSport e abaixo dos 4,613 do Kuga, e é resposta oportuna da Ford ao crescimento extraordinário na procura de SUV compactos e desportivos, propondo automóvel com o formato da moda, pensado de raiz para tipo de clientela que privilegia a emoção à razão e valoriza (muito!) a imagem. «Acreditamos que o Puma vai mesmo entusiasmar os condutores europeus. Não nos poupámos a esforços para oferecer aos clientes a flexibilidade que tanto desejam, e o carro mais bonito que já tiveram», destacou Rowley.
Elegante, moderno, mas ao mesmo tempo desportivo, o Puma apresenta uma linha de tejadilho baixa e inclinada para SUV, criando uma silhueta forte e facilmente reconhecível. O gabinete de estilo da marca da oval azul também resistiu à tendência dos perfis laterais mais salientes, típicos dos crossovers, contrapondo com uma linha de cintura mais plana que revela proporções equilibradas. No lançamento, duas linhas de acabamentos, ST-Line e Titanium, refletindo as preferências individuais dos clientes. Na primeira, jantes de liga leve maquinadas de 18’’ cinza Pearl Grey e elementos cromados na grelha, saias laterais e luzes de nevoeiro; na segundo elementos como as aplicações em imitação de madeira no painel de instrumentos, e inserções exclusivas em tecido nos painéis das portas. Nas duas versões, spoiler no tejadilho entre os vários elementos que reforçam o carácter desportivo que está no ADN do novo modelo no portefólio do fabricante norte-americano.
Muito boa notícia: a sobrevalorização do desenho face à funcionalidade não significa falta de qualidades neste capítulo. Ao contrário, o novo Puma é automóvel surpreendentemente versátil, vide mala com 456 litros de capacidade mínima. Mais: no piso do compartimento, encontra-se espaço adicional para arrumações, o Ford MegaBox, que permite, por exemplo, acomodar, confortavelmente, dois sacos de golfe em posição vertical. Esta solução liberta 80 litros num espaço com 763 mm de largura, 752 mm de comprimento e 305 mm de profundidade, no qual podem colocar-se objetos até 115 cm de altura, em posição vertical!
No lançamento do modelo, gama limitada a versões com tecnologia Eco- Boost Hybrid que a Ford também colocará no Fiesta e no Focus, mas admite-se a possibilidade de adoção de motorizações 100% térmicas, tanto a gasolina, como a gasóleo, mas apenas numa fase posterior da carreira comercial do modelo. A tecnologia mild-hybrid associa o (re)conhecido 3 cilindros 1.0 Turbo a máquina elétrica alimentada por rede de 48V. Este motor desempenha várias funções: arranca a mecânica a gasolina, recupera energia durante as desacelerações e as travagens, que armazena em bateria de iões de lítio e apoia o tricilíndrico, exigindo-se resposta mais enérgica e veloz, mas nunca movimenta o automóvel de forma autónoma.
Proposta nas variantes de 125 e 155 cv, o sistema EcoBoost Hybrid do Puma melhora o prazer (e o ritmo) na condução sem penalização dos consumos de combustível. Confirma-o, por exemplo, a promessa de média de 124 g/km para as emissões de CO2, registo que significa 5,4 l/100 km, de acordo com o protocolo de homologação novo (WLTP).
De série, nas duas motorizações, sistema de desativação de cilindros da Ford, o primeiro a nível mundial em motores de três cilindros. Técnica e tecnologicamente, Puma na vanguarda. Também nos planos da Ford, mecânica a gasóleo 1.5 EcoBlue, com 120 cv, além de versão híbrida plug-in (recarregamento externo das baterias).
O mais bonito que já compraram
Pela primeira vez e em exclusivo para o nosso país, assistimos à revelação das formas definitivas de modelo importantíssimo para a Ford. E melhor: pudemos explorar o seu interior, bem como todas as soluções de funcionalidade. Também no habitáculo do Puma, como já acontece no novo Focus, o desenho de equipa liderada por Amko Leenarts privilegia o Homem, o que pode traduzir-se num compromisso entre forma e função. E, se a imagem da carroçaria convence, o que dizer da do cockpit, que ganhou linhas horizontais e reduziu muito os comandos físicos, com a digitalização do automóvel. Existe monitor de 8’’, a cores e tátil, no centro do painel de bordo, que se combina com a instrumentação também digital, com 12,3’’ e totalmente configurável. Controlos e organização dos menus são intuitivos. O novo Puma, comparado com modelos anteriores, também progride nos materiais e na montagem, elogiando-se, ainda, a qualidade dos revestimentos das superfícies. E ainda falamos de um pré-série...
Amko Leenarts, diretor de Design da Ford Europa, liderou equipa com a missão de traduzir essa mesma imagem de qualidade nas linhas da carroçaria. «Nos últimos quatro anos, a equipa de design da Ford criou uma superfície altamente emocional na postura distintamente proporcionada do veículo e, em conjunto com a equipa de engenharia, criou estilo, acessibilidade e espaço da bagageira sem compromisso», explica. O objetivo: «Criar o automóvel mais bonito que os clientes já compraram». Explica-nos que, de certa forma, o pequeno SUV foi pensado como objeto de democratização do design na gama da marca da oval azul. «Acredito que um dos pontos fortes seja a expressiva secção dianteira, que apresenta faróis em posição elevada, que conferem ao Puma um design dianteiro arrojado e aerodinâmico, bem como uma expressão amigável. E, depois, o truque dos pilares A flutuantes, que permitem que a linha de cintura ininterrupta desde o capot passe, ao mesmo tempo, a ideia de um capot mais longo e de um cockpit posicionado mais para trás. «Logo desde o início do projeto, imaginámos um veículo deste segmento que fosse imediatamente reconhecível, e o resultado é este, diferente de tudo o que apresentámos até hoje», concluiu.
Tudo isto, obviamente, sem perder pitada do que é o ADN da marca. E, por isso, dinamicamente, às credenciais reconhecidas da base que também serve o Fiesta, soma-se o eixo de torção posterior, mais rígido, por contar com amortecedores maiores, casquilhos exclusivos e batentes otimizados, para redução do atrito e reforço do chassis.