Land Rover Discovery Sport

Imagem e substância

Apresentação

Por João Ouro 01-01-2020 16:35

A história do Discover Sport iniciou-se no ano 2014, apontado como substituto do Freelander, modelo entretanto descontinuado. E se a primeira geração recorria à base do Evoque, o atual modelo mantém essa dependência, agora assente na nova plataforma de arquitetura transversal Premium (PTA) com possibilidades de eletrificação, e que também já se encontra no Evoque II. Para já, a gama contará com tecnologia Mild Hybrid (MHEV), estando prevista variante híbrida plug-in para o próximo ano, talvez em março e, eventualmente, com motor 1.5 litros a gasolina de 3 cilindros (200 cv), apoiado por bloco elétrico e bateria de 11,3 kWh.

Até lá, outro tipo de oferta, com o Discovery Sport a contar com motorizações 2.0 Diesel (150 cv a 240 cv, com AdBlue) e 2.0 gasolina (200 e 249 cv), associadas à revista transmissão automática de 9 velocidades, da ZF, com tração às 4 rodas e o tal esquema de eletrificação, integrando bateria extra de iões de lítio de 48V, a qual auxilia a unidade térmica através de gerador-motor de arranque (instalado à frente).

Como exceção à regra aparece a versão 2.0D eD4 de 150 cv de tração à frente e transmissão manual de 6 velocidades, sem sistema MHEV, e com preços mais favoráveis a partir de 51.251 €.

Ao volante da versão 2.0D SD4 AWD de 240 cv, a partir de Barcelona, as primeiras impressões são muito positivas, principalmente pela suavidade de funcionamento em todos os regimes e o baixo ruído inerente, algo que se observa de imediato ao ralenti e no arranque.

O apoio elétrico está implícito nessa atuação, agregando ainda as vantagens do baixo consumo e das emissões, até porque o formato e o peso são fatores que condicionam. Mesmo assim, o registo anunciado (ciclo WLTP) para esta versão/motorização atinge 7 litros por cada 100 km, embora nunca tenha sido possível obter esse tipo de média em andamento estável, até porque o itinerário também incluía grandes incursões off-road, as quais desviaram esse tipo de atenção. Na prática TT, aliás, graças aos ângulos propostos (ataque de 25º, 30,2º saída e ventral de 20,6º), o desempenho é extraordinário, bem à imagem da Land Rover e do normal Discovery, juntando-se ainda a elevada distância ao solo de 21,2 cm e a capacidade a vau até 60 cm. Parece que é tudo muito fácil de contornar (declives, inclinações, subidas/descidas íngremes, pendentes até ao máximo de 45º), e isto sem prejuízo do conforto, ao mesmo tempo que os automatismos do Terrain Response 2 (modos Auto, Comfort, areia, relva-gravilha e lama-pedras) permitem adaptar a resposta do mecanismo da direção, do motor e transmissão, interligados ainda à tração 4x4 (Active Driveline, desconectável) e aos dispositivos eletrónicos presentes. Entre eles é possível destacar o conhecido Hill-Descend Control (estreado no Freelander, veja-se só!) para as descidas difíceis, sendo possível programar a velocidade até máximo de 30 km/h. Novidade é o All-Terrain Progress Control, uma espécie de cruise- control ativo para subidas íngremes e em modo automático, funcionando de forma inteligente, uma vez que é capaz de fazer a leitura do terreno e da própria inclinação. Basta ter as mãos no volante e programar a velocidade. Fácil, muito fácil! Nem sequer é necessário ativar depois o Hill Descend Control, uma vez que o dispositivo também entende as mudanças súbitas do cenário.

Outra tecnologia estreante é a denominada ClearSight Ground View, a qual torna o capot invisível, permitindo ver o terreno por baixo, à frente, o que é bastante útil nas expertises extremas.

E há, ainda, mais equipamentos de conforto e ao nível da segurança, graças às câmaras posicionadas em vários sítios, como na grelha frontal, à retaguarda (engrenando-se a marcha-atrás), nos retrovisores laterais e na antena posterior, esta última projetando imagens de vídeo no retrovisor central, embora  este também possa ser usado como um simples espelho, como no Evoque II, tratando-se de um sistema da Gentex.

A rigidez do chassis/plataforma é superior à do anterior modelo (13%), existindo a possibilidade de aceder a amortecimento eletrónico com vários níveis de firmeza, além do modo Dynamic mais desportivo (Adaptive Dynamics). A revista transmissão de 9 velocidades da ZF contribui para a redução do consumo (2%), algo que também é devido ao redesenho dos parachoques à frente e às proteções por debaixo do motor, assim como às novas entradas de ar.

Em estrada, também se pode aceder a várias assistências, tais como o cruise-control adaptativo com manutenção automática no centro da faixa de rodagem através da intervenção da direção, mantendo uma distância segura (e ajustável) para o veículo da frente.

Além de todo o compêndio tecnológico aplicado nesta 2.ª geração, tratando-se realmente de um novo Discovery Sport, a imagem não rompe muito com a do modelo original, nem sequer o formato, embora se escrutine diferenças ao nível das óticas/luzes LED, para-choques e redesenho da grelha, com jantes de 17’’ a 21’’. Há 12 cores disponíveis e o teto a preto é opção. Por dentro, todo o ADN da marca está , inclusive com novos bancos e materiais reciclados. Mais mexidas na substância do que na imagem, o que nem sempre acontece...

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