BMW X5 xDrive45e

Mais verde

Apresentação

Por João da Silva 15-02-2020 15:15

A eletrificação assume cada vez maior destaque na BMW, pelo que o aumento de autonomia elétrica entre 67 e 87 km é a novidade que começamos por destacar no novo X5 híbrido plug-in. Este incremento de autonomia verde face ao antecessor xDrive 40e (31 km de autonomia elétrica) resulta da adoção de bateria com capacidade total de 24 kWh. Mas mais do que uma vantagem face à anterior versão híbrida, algo de normal tratando-se de uma evolução, a autonomia máxima anunciada de 87 km coloca em sentido os rivais que ainda anunciam valores em torno dos 50 km...

No novo X5 xDrive 45e, encontramos cruzamento de motor de seis cilindros em linha a gasolina com três litros de capacidade e 286 cv, com unidade elétrica de 113 cv. No total, 394 cv e 600 Nm geridos por caixa automática Steptronic de 8 velocidade que garantem velocidade máxima de 235 km/h e aceleração 0-100 km/h em apenas 5,6 segundos. A capacidade de tração está a cargo do mais recente desenvolvimento do sistema xDrive da BMW, que neste X5 híbrido garante binário transferido para as quatro rodas seja em modo elétrico ou híbrido.

Estivemos em Munique, na Alemanha, onde conduzimos o X5 xDrive 45e durante uma centena de quilómetros. Escolhemos o modo 100% elétrico do programa de condução e, dentro da cidade, o X5 movimentou-se exclusivamente em modo elétrico, com zero emissões e zero consumo de gasolina, com o sistema a gerir com eficiência desacelerações, travagens, descidas e condução à vela para recuperar energia para a bateria. À saída da cidade, nos primeiros quilómetros de autoestrada, ainda com velocidade máxima limitada, a tecnologia híbrida manteve a opção elétrica, que só foi substituída quando ultrapassámos o limite de 135 km/h autorizado para condução 100% verde. Nessa altura, após percurso citadino de cerca de 15 quilómetros, o sistema registava 60 km de autonomia elétrica, nada mau, tendo em conta os 80 anunciados. Daí para a frente, escolhemos o modo híbrido (o sistema faz a gestão entre motor térmico e elétrico) e andámos em roda livre em percurso sem limite de velocidade em cerca de 70 quilómetros, e na maior parte do tempo bem acima dos 200 km/h. No final do percurso, a média de 5,6 litros aos 100 km que registámos está longe do valor anunciado pelo fabricante (entre 1,7 e 2 l/100 km), mas é naturalmente consequência da nossa condução muito pouco ecológica. Contudo, trata-se de um valor muito baixo tendo em conta os 394 cv do sistema e das prestações que daí resultam.

Dinamicamente, não notámos diferenças para qualquer outro X5, até porque as baterias arrumadas sob o piso baixam o centro de gravidade, o que otimiza o comportamento dinâmico. Assim, estabilidade e eficácia em curva garantidas, com oscilações pouco relevantes da carroçaria, embora não sejam naturalmente as estradas sinuosas o seu terreno de eleição deste enorme automóvel da BMW. Contudo, no curto e encaracolado percurso campestre que percorremos, X5 com desempenho meritório, tanto a curvar, como ao nível do amortecimento, mesmo com jantes em liga leve de 19’’. Na verdade, outra coisa não seria de esperar de um dos automóveis mais credenciados da marca alemã, tanto mais que a unidade que guiámos estava equipada com suspensão pneumática, garantia de adaptação fora de série a todas as situações ou tipo de pisos.

Acrescente-se que o habitáculo do SUV da BMW é à prova de críticas negativas no que toca à qualidade ou ergonomia, sendo ainda muito espaçoso (esta 4.ª geração registou melhoria na habitabilidade) e tecnológico, exibindo lado a lado dois enormes ecrãs de 12,3’’. Menos positiva é a capacidade da bagageira, a qual foi diminuída em 150 litros devido à maior dimensão da bateria. Assim, compartimento de carga com apenas 500 litros na normal configuração de cinco lugares do habitáculo. Através do rebatimento dos encostos dos bancos posteriores, o valor cresce para 1716 litros.

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