Ford Mustang Mach-E

O Mustang está elétrico!

Apresentação

Por Ricardo Jorge Costa 07:00

A Ford associou o primeiro elétrico produzido em massa ao nome de um dos modelos mais carismáticos da história da marca e do próprio automóvel, o Mustang. Essa reverência denuncia a importância deste produto pioneiro no construtor norte-americano. Muitos adeptos e saudosistas dos Mustang originais – modelo lançado em 1965 e com seis gerações que o fizeram um ícone, a última em comercialização – podem estar céticos ou desde já críticos da decisão da Ford.


No entanto, os primeiros números vão ao encontro das expectativas do fabricante. Em 2021, a Ford já produziu mais unidades do Mustang Mach-E do que do desportivo a gasolina, e em maio último, o ‘ponycar’ elétrico já atingiu o topo de vendas na Noruega, um dos mais consolidados mercados mundiais de veículos elétricos. Em Portugal, terá de se esperar por setembro para vê-lo nas estradas, e adiantamos que fará furor. 

Com 4,71 metros de comprimento, o Mustang Mach-E tem as dimensões de um SUV do segmento médio-superior – e é o que a Ford pretende que seja, automóvel do segmento mais em voga e mais comercial da atualidade. Por isso, as intenções são assumidas: há um Mustang elétrico, é um SUV e quer-se o mais possível vendável.

Todavia, a eletrificação do automóvel não se faz só com nomes lendários e formatos da moda – e adianta-se, um preço competitivo -, o mercado dos BEV (Veículo Elétricos a Bateria) está em forte crescimento e os concorrentes não medem investimentos na qualidade dos produtos. Assim, sem surpresa, o Mach-E não é só o Mustang mais tecnológico de sempre, como também o Ford mais avançado já alguma vez produzido.

No design, deixa-se ao critério e ao gosto de cada pessoa julgar-se se o Mach-E é digno de ser Mustang e/ou, simplesmente, um bem conseguido exercício de estilo. Porque, no resto, esclarece-se desde já que é um automóvel muitíssimo bom, concebido e construído com indiscutível esmero. Porém, não esquecer: 100% elétrico.  

O Mach-E está disponível com tração traseira - respeitando a tradição Mustang - com 269 cv e 430 Nm e bateria standard de 75,7 kWh, atingindo 440 quilómetros de autonomia; ou com bateria de 98,7 kWh que aumenta a autonomia para 610 quilómetros, enquanto a potência debitada pela motorização sobe para 299 cv.

O Mustang elétrico também pode ter tração integral – assegurada por um segundo motor que ‘aciona’ o eixo dianteiro -, o Mach-E com bateria mais pequena, de 75,7 kWh, percorre até 400 km com uma carga e o rendimento conjunto atinge 269 cv e 580 Nm; enquanto com bateria maior (98,7 kWh) rodam-se 540 km com potência de 351 cv de dois motores.

A Ford lançará, no início de 2022, a versão Mach-E GT, mais desportiva e potente, com aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 3,7 segundos, garantida por dois motores que debitam um total de 487 cv e 860 Nm.

O Mustang elétrico carrega-se numa tomada doméstica, em carregador de corrente alterna (Wallbox) e em postos rápidos, admitindo um fluxo de carga até 150 kWh.

No painel de controlo podemos escolher de entre três programas de condução (Active; Whisper e Untamed), por essa ordem, para um desempenho normal; otimizar o consumo e o conforto e estimular o comportamento e as performances desportivas, mediante a variação da resposta ao acelerador, da assistência da direção e da firmeza da suspensão (Magneride) de amortecimento variável.

Estreia-se a nova geração do sistema de comunicações e entretenimento Sync da Ford, que tem como central de comando um enorme ecrã de 15,5’’ do tipo tablet – ou na sua versão na indústria automóvel, do tipo Tesla -, onde se controla todas as principais funções do veículo: da climatização, ao sistema de som, passando pelas informações de condução, sistema de navegação, computador de bordo ou a escolha dos modos de condução. Inovadora é a tecnologia Machine Learning: quer isto dizer que o carro aprende o que o condutor prefere, tornando a experiência de condução única para cada indivíduo.

Os preços começam em 50.100 €, para a versão com bateria standard (75,7 KWh), tração traseira e 269 cv; seguem nos 58.019 € do Mach-E com bateria ‘long range’ (98,8 KWh), tração traseira e 294 cv; passando pelos 57.506 € do de tração integral, 75,7 KWh e 269 cv e atingindo os 66.800 € com bateria de 98,8 KWh, tração integral e 351 cv.

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