Guiámos o Mercedes-AMG GT R, com motor de 585 cv!

TESTE

Por Auto Foco 03-10-2017 16:59

Além da imagem e da sonoridade do V8 biturbo, bem como a capacidade de entrega e as performances puras, são as sensações únicas que mais enaltecem este automóvel. A Mercedes-AMG teve a sensatez de não querer copiar ou aproximar-se de outros pesos-pesados entre os superdesportivos, mas sim manter bem vivas as qualidades da marca, encaixando-as em versão bem afinada de carro tão belo e bem desenhado, agora bem-adaptado para pistas e circuitos. Custa 216.000 euros. E já o guiámos.

Conduzimos o AMG GT R de 585 cv numa pista que parece um carrossel louco, com constantes subidas e descidas que puxam (literalmente) pelo cérebro! Só de vislumbrar, a máquina impõe respeito, com aquele nariz pontiagudo onde o V8 biturbo (aqui de 585 cv/700 Nm de binário máximo) se faz ouvir e se incita à ação ao menor toque no acelerador. Lá atrás, para segurar a fera, imponente asa ajustável para distintas necessidades de apoio, uma vez que muito se passa naquele eixo: entrega de potência, diferencial ativo, colocação da caixa de velocidades (arquitetura transaxle) e até mesmo ligeira direcionalidade (quatro rodas a virar mediante a velocidade).

Da agora extensa família GT, o R é não só o mais potente e tecnologicamente avançado, como ainda o segundo mais leve, 1630 kg, só mais 15 face ao civilizado AMG GT base, de 476 cv. Para tal contribui a presença, por exemplo, de tejadilho em fibra de carbono, ajudando a reduzir o centro de massa. Até a barra de proteção interior pode acolher acabamento em fibra de carbono mate.

Não faltam as suspensões de amortecimento variável AMG Ride Control, o modo de condução Race (que por si só anestesia a eletrónica de apoio à condução a níveis que despertam, e bem, as reações do piloto) ou ainda a exclusividade de botão rotativo amarelo colocado no centro do tablier, destoando propositadamente do restante ambiente requintado e depurado, servindo, como na competição, para ajustar o grau de intervenção do controlo de tração quando desligado o de estabilidade.

Temos assim, uma máquina à seria, oriunda de um universo paralelo mesmo no seio da própria Mercedes-AMG, dignamente preparada para enfrentar circuitos, sem qualquer sinal de cansaço. Para o efeito, contam, ainda os poderosos e táteis tra vões de material compósito assinalados pelas pinças amarelas ou vermelhas, com as douradas a indicar a presença de opcionais discos cerâmicos, por 8600 €, trabalhando em sintonia com os Michelin Pilot Sport Cup 2 que precisam de atingir temperatura ótima para melhor agarrar ao asfalto – são pneus desenvolvidos para rodar em condições de circuito e igualmente homologados para estrada. E não o contrário!

Mas é lá dentro que as escalas emotivas tocam os píncaros. Porque neste carro que serve de base à versão de competição GT4, a camada sensorial é nitidamente distinta da restante gama AMG GT, começando pelo tato da direção (volante de ótima pega em alcantara), ao feeling do pedal de travão, passando pela precisão do acelerador e da forma como tal é importante no domínio da força enviada ao eixo traseiro motriz Até um pouco ao contrário do que a imagem acima poderá dar a entender, as afinações, a precisão e o equilíbrio geral são tais que o GT R se deixa dominar com insuspeita obediência ao condutor, obrigando apenas a que se formate o cérebro e as reações de braços à velocidade com que tudo se passa. Na estreita e bem sinuosa pista de Bilster Berg, com gradiante que chega aos 26% e curvas bem cegas, seja a subir ou descer.
Ler Mais

Conte-nos a sua opinião 0

TESTE