A União Geral de Trabalhadores (UGT) quer resolver rapidamente o diferendo entre os funcionários e a administração da Autoeuropa. O secretário-geral daquela central sindical, Carlos Silva, acusa a Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa de ter uma liderança “fraca” que “possibilitou” à administração da fábrica da VW “dividir para reinar”.
Para encontrar uma solução, a UGT reúne-se no próximo dia 22 com a administração da empresa para apresentar uma proposta de Acordo de Empresa que garanta o “acervo de direitos dos trabalhadores” e assegure a “paz social”, anunciou Carlos Silva.
“Falei com o Presidente da República na segunda-feira (dia 3), enviei o pedido de reunião na quarta-feira – porque tive que articular a minha posição com o Sindel [Sindicato Nacional da Indústria e da Energia], que é o nosso sindicato – e na quinta-feira recebemos a resposta da Autoeuropa com reunião marcada para dia 22 de fevereiro, da parte da manhã”, adiantou o líder da central sindical.
“Há quem tente ultrapassar o princípio da estabilidade para garantir a luta pelo poder. Nunca aconteceu isto durante 20 e tal anos porque a CT era coesa e o líder era forte, [mas] quando as lideranças são fracas ou as pessoas não têm o carisma que teve o seu antecessor as coisas não correm bem”, disse.
Neste contexto, disse, a Autoeuropa aproveitou “o descalabro e este conflito entre os trabalhadores” para tentar “dividir para reinar” e “ganhar peso, impondo unilateralmente uma matéria que devia ter sido negociada”.