A Brisa não desmente, mas não especula sobre a renegociação da classificação das taxas de portagens, no seguimento dos comentários do diretor geral do Grupo PSA em Portugal na última semana, criticando o atual sistema de classes de veículos, considerando que se este não for alterado nos próximos tempos a viabilidade da fábrica do consórcio francesa em Mangualde poderá ficar em risco.
Em causa está o novo automóvel que a unidade nortenha começará a produzir em outubro, que ao modelo atual de classificações de veículos nas portagens é de Classe 2.
«A Brisa tem por princípio não alimentar especulações de forma a preservar as condições para um normal processo negocial», declarou fonte oficial da concessionaria ao jornal online ECO, frisando que a empresa tem «um único interesse», o de «assegurar o equilíbrio do modelo económico e financeiro do contrato».
A concessionária de estradas lembra que as revisões contratuais são «normais» e que o Governo já tomou a iniciativa de renegociar o acordo de concessão «por duas vezes no passado recente, em 2004 e 2008», tendo obtido da Brisa «a devida disponibilidade».