Carlos Ghosn deverá ser reconduzido no cargo de diretor geral (CEO) da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi por mais quatro anos, aceitando a redução de 30 por cento do seu salário de mais de 7 milhões de euros.
Este novo mandato, proposto pelo do Conselho de Administração do grupo empresarial, será submetido a votação dos acionistas na próxima Assembleia Geral, que se realizará em 15 de junho.
Thierry Bolloré, atual número dois da Aliança foi nomeado diretor geral Adjunto, prefigurando-se como o mais provável sucessor de Ghosn a partir de 2022.
Carlos Ghosn, de 67 anos e nascido no Brasil, com origem também francesa e libanesa, aceitou ainda uma redução salarial de 30%, que é considerado um gesto de apaziguamento das relações entre o CEO da Aliança e o Estado francês, depois do ministério da economia, liderado por Bruno Le Maire, ter criticou o salário de Ghosn, considerando-o excessivo.
Aliança controla as marcas Renault, Nissan, Mitsubishi, Dacia, Renault Samsung Motors, Alpine e Lada, tendo a primeira reportado esta sexta-feira (dia 16) vendas e lucro recorde em 2017.