Com mais de 320 unidades já vendidas de um total de 500 exemplares que estão previstos serem produzidos, o Chiron tem sido um digno sucessor do Veyron para a Bugatti e será por isso que o fabricante não parece ter pressa em recuperar o título de superdesportivo mais rápido do mundo. Ou haverá outro motivo?
“Para breve não está prevista qualquer tentativa de bater qualquer recorde”, esclareceu o presidente da Bugatti, Stephan Winkelmann, em entrevista a um canal televisivo norte-americano. “Eu tenho muito no meu prato por agora e o teste de velocidade não é prioridade”.
Aparentemente, Winkelmann remete o teste de velocidade máxima do superdesportivo produzido em Molsheim, França, para uma melhor ocasião, sem pretender comprometer-se com a data. "Tenho muitas outras coisas para fazer e nem sequer sei o quão rápido o nosso carro pode ir…", reconheceu o líder da marca de luxo francesa do Grupo Volkswagen.
De resto, a apresentação da versão Sport do Chiron no Salão de Genebra, em março, com uma ênfase muito acentuada na eficácia da dinâmica do automóvel e não tanto na tradicional bandeira da marca, a velocidade máxima, poderá ter sido denunciadora da “prioridade” a que Wilkelmann se refere.
Contudo, há uma teoria da conspiração que refere que a Bugatti sabe que o Chiron não é tão rápido como o Koenigsegg Agera RS, que atingiu uma média de 447,2 km/h em 2017 (e uma velocidade máxima de 457,5 km/h na passagem mais veloz), numa sessão de testes de velocidade máxima realizada no deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Para reforçar a tese, o superdesportivo sueco, entretanto, esmagou, por 5,5 segundos, o recorde de 0-400-0 km/h do Chiron.