Ford S-MAX 2.0 TDCI Vignale vs Renault Espace DCI 130 Initiale

Para clientes especiais

CONFRONTO

Por João da Silva 15-04-2018 08:05

Fotos: Gonçalo Martins

Com o objetivo de cativar clientes que procuram produtos de características superiores que proporcionem uma experiência de propriedade única, Ford e Renault propõem versões mais cuidadas e melhores equipadas de alguns dos seus automóveis, respetivamente denominadas Vignale e Initiale Paris.

Para apresentar o modelo da Ford recorremos às palavras de Martin Smith, diretor executivo de design da Ford Europa: «O S-MAX Vignale vai muito além do tradicional design automóvel, apelando aos consumidores que valorizam a estética. Os nossos designers beberam inspiração nas tendências do mobiliário e da moda na criação desta nova expressão da Ford». A designação Vignale homenageia Alfredo Vignale, o mais elegante fabricante de carroçarias da década de 50, cujos designs se caracterizavam pelo gosto pelo detalhe e beleza.

Ora, neste S-MAX Vignale, versão 2.0 TDCi com 180 cv e baseado no nível de equipamento Titanium, encontramos diversos detalhes distintivos, como a grelha frontal hexagonal Vignale (conta com acabamento metálico mate mais escuro e contorno em alumínio polido), as jantes de 19’’ Vignale (610 €), a linha de cintura cromada, molduras das janelas cromadas e embaladeiras Vignale.

Vignale 'puxa' ao luxo

Se colocarmos lado-a-lado uma versão Titanium e uma Vignale, é fácil de perceber que o último é mais sofisticado. Depois, por dentro, ambiente mais sofisticado do que num S-MAX normal, com forro interior das portas em couro, bancos dianteiros desportivos forrados com couro microperfurado e com função de massagem, climatizados e com ajustes elétricos, punho da alavanca da caixa de velocidades em couro e sistema multimédia Ford SYNC 3 com ecrã tátil de 8’’ que inclui sistema de navegação.

Agradou-nos o ambiente do S-MAX Vignale, ainda que não posamos dizer que estamos a conduzir um automóvel com qualidade premium. Mais exclusivo e polido, sim; premium, nem por isso, pois ainda encontramos demasiados plásticos de qualidade menos elevada.

Uma palavra ainda para os equipamentos de segurança incluídos de série: assistência à manutenção de faixa de rodagem, limitador inteligente de velocidade com reconhecimento de sinais de trânsito, além dos habituais airbags (airbag de joelhos do condutor incluído); a unidade que conduzimos estava ainda equipada com o Pack Driver Plus, um pacote de equipamento completíssimo que é proposto na lista de opcionais por 2440 € e que vale a pena adquirir, acrescentando suspensão adaptativa, controlo automático da velocidade adaptativa com assistência à pré-colisão com deteção de peões, sistema de deteção do ângulo morto com alerta de tráfego cruzado, além de coluna da direção com ajuste elétrico e volante em pele.

Ao volante do S-MAX

Quanto à mecânica 2.0 TDCI de 180 cv, e ainda que o foco desta análise não esteja nos motores ou na dinâmica, temos diversos elogios a fazer. Desde logo, é muito despachado, sendo a generosa potência muito bem gerida pela caixa automática Powershift de dupla embraiagem de 6 velocidades. Depois, confere agilidade incomum em automóveis deste género, o que torna o S-MAX num carro que dá gozo conduzir, apesar das dimensões avantajadas.

Initiale também é 'topo'

No Renault Espace, o nível Initiale Paris custa mais 7450 € que o acabamento Zen imediatamente abaixo. O valor é elevado, mas o nível mais elevado acrescenta, por exemplo, ar condicionado de três zonas, bancos forrados a pele, sendo os dianteiros muito ergonómicos e contando com função de massagem (com três modos: tonificante, relaxante e lombar), jantes de 19 polegadas, head-up display, sistema áudio Bose Surround com onze altifalantes e um subwofer e sistema de quatro rodas direcionais. 

Contudo, à exceção dos bancos e das designações, o habitáculo é igual em materiais e acabamentos à versões normais. O que não é uma coisa má, pois a qualidade geral é elevada, ainda que, tal como no caso do S-MAX, não seja premium. Em todo o caso, há que referir que gostámos da aparência hi-tech do Espace. Se há coisa que temos que elogiar na Renault é a ousadia do design dos seus automóveis, quer por fora, quer por dentro. No habitáculo não é raro sentirmo-nos ao volante de uma nave espacial, tal é a originalidade das linhas deste monovolume.

Ao volante do Espace

Menos fantástico é o desempenho dinâmico do Espace. É certo que a mecânica de 1,6 litros e 160 cv gerida pela caixa automática de dupla embraiagem EDC (o seletor na consola central é de muito difícil utilização) também não é empolgante o suficiente para nos levar à prática de uma condução tão entusiasmante que traga ao de cima grandes fragilidade dinâmicas, mas o monovolume da Renault não é feito para grandes avarias. Mesmo nesta versão com quatro rodas direcionais, que inclui  cinco modos de condução (Neutral, Eco, Comfort, Sport e Perso) reunidos no programa Multi-Sense. Achamos que o Neutral é claramente o mais equilibrado em conforto e dinâmica. Mas atenção, no modo Comfort, a função de massagem é automaticamente ativada.

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