Segundo o Automotive News Europe, a greve anunciada por parte dos trabalhadores da fábrica que o Grupo Fiat detém na localidade de Melfi entre os dias 15 e 17 deste mês está a ser um rotundo fracasso, com apenas 0,3% de adesão.
Aquele órgão de comunicação explica que apenas cinco dos 1700 funcionários que trabalham atualmente na unidade fabril no sul de Itália não compareçam no local de trabalho, em protesto contra a notícia da contratação do português Cristiano Ronaldo por parte da Juventus, por quantia que ultrapassa os 100 milhões de euros
Em causa, mais de uma década sem aumentos e de alegada estagnação nas carreiras. E, segundo comunicado emitido pelo sindicato dos trabalhadores da empresa dirigida pela família Agnelli, que também é acionista maioritária do clube de Turim, «não é aceitável que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifícios económicos, enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador». E explica aquela organização: «Os trabalhadores da Fiat deram uma fortuna aos patrões nas últimas três gerações, mas em compensação foram compensados com uma vida de miséria. A Fiat deveria investir em novos modelos que garantem o futuro de milhares de pessoas, do que enriquecerem apenas uma pessoa».