A BMW estreou-se no segmento dos SUV em 1999, o ano do lançamento da 1.ª geração do X5. Em 2003, introdução de modelo mais pequeno e desportivo, o X3, que então concorria sozinho. Agora, confronta-se com GLC, Q5, XC90, Macan, Evoque, F-Pace, Stelvio & Cia.
A 3.ª geração do X3 assenta em variante da plataforma CLAR, arquitetura técnica que a BMW estreou no topo de gama Série 7. Entre as qualidades da estrutura, crescimento das dimensões com redução do peso. Comparativamente ao automóvel que substitui, de 2010, mais 5,1 cm de comprimento, 1 cm de largura, 1,5 cm de altura, 5,4 cm de distância entre os eixos e até menos 55 kg, dependendo da versão.
De acordo com as nossas medições, o espaço no habitáculo aumentou em todas as direções, ainda que só muito ligeiramente. A mala ganhou 50 litros, em benefício do sentido prático, contando com 550 litros na configuração normal. Rebatendo-se os encostos posteriores (40:20:40), movimento rápido e simples, cria-se compartimento plano com 1600 litros de capacidade. O portão elétrico, facilitador de cargas e descargas, é equipamento de série.
No X3, mais equipamento de conforto e segurança, conforto e tecnologia do que no F25 atualizado em 2014. O facto, per si, não surpreende. Trata-se de tendência habitual na indústria automóvel, com registo de pouquíssimos casos de sucessores piores do que os modelos antecessores.
A qualidade de materiais e montagem progrediu de forma relevante, independentemente
do nível do acabamento. Existem três pacotes: xLine, Luxury Line e M Sport. Todos admitem a possibilidade de regulação individual em inclinação dos encostos dos bancos posteriores, instrumento para otimização do bem-estar a bordo, e têm faróis LED, entre outros elementos.
Na consola entre os lugares dianteiros, por exemplo, encontra-se comando normativo nos BMW, o botão de experiência de condução, com a possibilidade de seleção entre quatro programas (Eco Pro, Comfort, Sport e Sport+), através da modificação dos parâmetros de funcionamento de vários sistemas, da resposta do motor ao acelerador à atuação da caixa, do tato da direção ao funcionamento das assistências eletrónicas.
O interior do X3 também é sofisticado, principalmente dispondo-se de orçamento para a compra de opcionais essenciais. No centro do painel de bordo, orientado para o condutor, encontra-se o monitor de 10,2’’ do sistema de info-entretenimento, a cores e tátil.
Para o X3 III, a BMW propõe duas suspensões. O xDrive30d que testámos apresentava-se equipado com o sistema de ponta, com amortecimento variável. O programa regula a atuação em função da condução e da estrada, mas o condutor tem a possibilidade de aumentar ou diminuir a firmeza em comando específico.
Na outra versão, com chassis desportivo, amortecedores e molas mais duros e barras estabilizadoras mais rígidas. No novo SAV, aquele recurso técnico integra o pacote de elementos da Versão Desportiva M (7580 €), que inclui, também, caixa Steptronic com patilhas para seleção manual-sequencial das velocidades, direção com assistência variável, tecnologia Performance Control para vectorização do binário no eixo posterior, rodas de 19’’ (pneus 245/50) e travões ainda mais potentes e resistentes à fadiga, entre outros elementos sem influência (direta) na dinâmica do automóvel.
Desportivo
Os engenheiros que produziram a 3.ª geração do X3 receberam cadernos de encargos que impunha progressos no comportamento do SUV, de forma a torná-lo mais desportivo. Depois do teste, zero dúvidas: missão (muito bem) cumprida! A altura do automóvel aumentou, é verdade, mas o centro de gravidade baixou, devido à plataforma CLAR, e os progressos na agilidade, na estabilidade e na precisão são excecionais, por (quase) não existir rolamento da carroçaria em curva.
Em caso de excesso(s), a eletrónica intervém e recoloca-nos na trajetória, mas essa atuação sucede tardiamente e, assim, goza-se de liberdade q.b. na condução, selecionando-se o modo Sport e aproveitando-se a capacidade da gestão eletrónica da tração integral e da vectorização do binário no eixo traseiro.
No X3 xDrive30d, turbodiesel com 6 cilindros e 3 litros. Como o SUV da BMW dispõe de interior com melhor isolamento acústico, também na comparação com o modelo precedente, o silêncio a bordo é excecional – e, sonoramente, impede-nos de desfrutar mais tanto da capacidade de aceleração, como do potencial de recuperação de mecânica que reage muito depressa ao acelerador sem penalizar demasiado o consumo de combustível. Neste item, elogio para a atuação meritória da caixa de 8 velocidades, automática, com escalonamento à medida de todas as necessidades. Procurando-se condução desportiva, recomenda-se o modo manual.